Varejo em SP deve crescer 5% em 2024, mas desacelera em relação a 2023
Varejo em SP deve crescer 5% em 2024, mas desacelera após 9,3% em 2023. FecomercioSP aponta inflação e juros altos como fatores.
O setor varejista de São Paulo deve apresentar um crescimento de 5% em 2024, conforme projeções da FecomercioSP. No entanto, essa expectativa é inferior ao desempenho de 2024 em relação a 2023, que registrou uma variação de 9,3%. A entidade atribui essa desaceleração ao ritmo mais lento da atividade econômica, influenciado pela política monetária restritiva adotada para controlar a inflação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segmentos com Desempenho Variável
A retração observada no varejo paulistano ocorreu principalmente no segundo semestre do ano, com dificuldades em segmentos como o de automóveis, supermercados e lojas de roupas. A FecomercioSP destaca que, apesar do crescimento projetado, o ritmo de vendas está desacelerando, refletindo o desempenho geral da economia brasileira.
Contexto Econômico Favorável
A projeção de crescimento de 5% para 2024 é baseada em uma conjuntura econômica complexa, com elementos positivos e desafios. O mercado de trabalho aquecido contribui para o consumo das famílias, impulsionando a renda média. Dados do Ipea indicam um aumento de 4% nos rendimentos do trabalho no terceiro trimestre de 2024.
Inflação e Taxas de Juros
A inflação iniciou uma trajetória de queda a partir do segundo semestre, embora ainda esteja acima da meta de 4,5%. A taxa Selic, em 15% ao ano – o maior nível em 20 anos – posiciona o Brasil entre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo.
Essa situação impacta negativamente o consumo, especialmente de bens duráveis.
Leia também:
Cerpa: Da Amazônia ao Reconhecimento Nacional – História de Sucesso e Reestruturação!
Care Plus e Genial Care lançam clínica inovadora para TEA em SP!
Berkshire Hathaway em crise: Lucro operacional despenca e mudanças radicais anunciadas!
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Incertezas e Perspectivas Futuras
A FecomercioSP ressalta que as incertezas fiscais aumentam os riscos no ambiente de negócios. A falta de um plano de corte de gastos claro, juntamente com as dúvidas sobre a redução da taxa de juros, geram volatilidade nos mercados, influenciando o câmbio e a expectativa de inflação.
A entidade acredita que esses fatores podem adiar o início de uma queda nos juros.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.