Vale: Metais Básicos Impulsionam Reavaliação com Potencial de Valorização

Vale é reavaliada por investidores com alta em cobre e níquel, impulsionados por demanda de transição energética e IA. S&P Global destaca valorização do cobre.

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(Imagem de reprodução da internet).

Reavaliação da Vale Impulsionada por Metais Básicos

Investidores estão reavaliando a Vale, tradicionalmente conhecida por seu minério de ferro, devido ao aumento nos preços do cobre e do níquel. A perspectiva positiva para esses metais básicos, impulsionada por novas demandas como a transição energética e a inteligência artificial, tem gerado otimismo em relação à companhia.

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A S&P Global destaca que o cobre, em particular, está se valorizando, com um salto de US$ 14.000 para mais de US$ 18.000 por tonelada em um mês, um aumento de 25% que, segundo o Valor Econômico, passou despercebido por grande parte de Faria Lima.

Demanda Tecnológica e Oferta Incerta

A demanda por cobre e níquel está sendo impulsionada por setores como a transição energética e a inteligência artificial. A S&P Global aponta que a demanda por esses metais está sendo impulsionada por novas demandas como a transição energética e a inteligência artificial.

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A oferta, no entanto, é incerta, com a Indonésia, que detém mais de 50% do fornecimento global de níquel, enfrentando incertezas devido a novas estruturas de licenciamento. Essa situação mantém os preços sustentados, favorecendo mineradoras com operações sólidas em outros locais.

Custo do Níquel em Queda

O custo total do níquel já caiu 16% em 2025 na comparação com 2023, excluindo os efeitos dos subprodutos, onde a redução seria ainda maior. A Vale está barata frente aos pares, com a divisão de metais básicos negociada a um múltiplo de cerca de 4 vezes o Ebitda, como se fosse uma empresa exclusivamente de minério de ferro.

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Se o mercado começar a precificar essa unidade de forma justa, estima-se que isso poderia destravar cerca de 20% do valor patrimonial da Vale.

Fatores de Otimismo e Riscos

O analista do Vida de Acionista, Bruno Oliveira, pontua que “é mais provável uma redirecionada tanto de discurso e, possivelmente, de Capex no e como uma segunda opção do portfólio”. Lucas Sigu Souza, sócio-fundador da Ciano Investimentos, ressalta que o mercado exigirá mais do que o papel de coadjuvante nos balanços da companhia para que paguem mais por essas iniciativas.

O head de análise da The Link Investimentos, Artur Horta, enfatiza que o minério de ferro não vai deixar de ser relevante ou de ser a maior fonte de receita da Vale.

Conclusão

A reavaliação da Vale impulsionada pelos metais básicos representa uma mudança significativa na perspectiva do mercado. Embora o minério de ferro continue sendo um pilar da empresa, o potencial de crescimento nos metais básicos, aliado a fatores como a queda no custo do níquel e a incerteza na oferta global, sugere que a Vale pode estar prestes a entrar em uma nova fase de valorização.

O mercado exigirá mais do que o papel de coadjuvante nos balanços da companhia para que paguem mais por essas iniciativas.

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