Vazamento na Vale em Sete Lagoas Provoca Repercussão e Paralisação de Operações
Sete Lagoas, Minas Gerais – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou nesta segunda-feira, 9, que qualquer ocorrência de vazamento ou deslizamento relacionado à mineração no estado é inaceitável. A declaração surge após a Justiça de Minas ter acatado um pedido do Ministério Público, resultando na paralisação das atividades da Vale no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, devido a um recente vazamento.
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Em entrevista após a entrega de oito locomotivas em Sete Lagoas, Zema ressaltou a importância de garantir a segurança da população. Ele mencionou as tragédias de Brumadinho e Mariana, reforçando o compromisso do estado em impedir a operação de complexos que representem riscos. “Queremos que Minas Gerais seja um estado seguro.
Essa é a nossa proposta, e vamos fazer de tudo para que isso se mantenha. Brumadinho tem que ter sido a última ocorrência desse tipo em Minas Gerais”, afirmou.
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O incidente, envolvendo cerca de 262 mil metros cúbicos de água turva e sedimentos de minério, ocorreu em 25 de janeiro na Cava Área 18 do Complexo. A Vale terá que comprovar a estabilidade e segurança de todas as estruturas antes que as atividades possam ser retomadas.
Caso haja descumprimento, o governador anunciou medidas rigorosas: “Vamos tomar todas as medidas necessárias para garantir que qualquer estrutura que ofereça risco, ou não vai operar, ou será — como já fizemos com várias barragens — descomissionada, desmontada”, declarou.
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Além da paralisação, a Justiça mineira determinou que a Vale apresente um Plano de Ações Emergenciais em até cinco dias, abrangendo a remoção de entulhos, o desassoreamento das áreas afetadas e a interrupção do fluxo de efluentes para o córrego Água Santa.
A mineradora também deverá realizar um mapeamento de todas as estruturas com potencial de risco, como diques e pilhas, e garantir o fornecimento de água potável à população, caso haja risco à saúde pública. Em até dez dias, a Vale deverá entregar ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) um plano detalhado de monitoramento da qualidade da água.
“Assim que a empresa mostrar que está tudo seguro, a Secretaria de Meio Ambiente e o Tribunal de Justiça com certeza vão reavaliar a situação”, afirmou o governador. A Vale informou que suspendeu as operações nas unidades de Fábrica e Viga, em Minas Gerais, em cumprimento às determinações.
A companhia reafirmou seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações e declarou que todas as estruturas permanecem monitoradas 24 horas por dia. A mineradora destacou que irá prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades.
No entanto, a paralisação judicial e o risco de multas e bloqueios bilionários adicionam um novo elemento de incerteza ao cenário financeiro da empresa.
