Alinhamento entre PL e PSD se mostra desafiador na corrida presidencial
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitiu a complexidade de encontrar um terreno comum com Gilberto Kassab, líder do Partido Social Democrático (PSD), diante da decisão do partido de manter a intenção de lançar um candidato próprio à Presidência da República.
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Em declarações à reportagem, Valdemar afirmou que “é difícil, cada um tem seus interesses”, mas ressaltou que “ainda vamos conversar muito!”. A situação reflete as diferentes visões entre os partidos na estratégia para as eleições de 2026.
Divergências estratégicas na centro-direita
A divergência surge após Valdemar defender que, no primeiro turno, apenas dois nomes deveriam disputar a presidência: o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, essa concentração de candidaturas seria uma forma de evitar a fragmentação do eleitorado e fortalecer uma alternativa competitiva ao governo atual desde o início da campanha.
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No entanto, essa estratégia enfrenta a resistência do PSD, liderado por Gilberto Kassab, que acredita ser fundamental ter um nome próprio na disputa presidencial para consolidar o peso político da legenda e ampliar sua capacidade de negociação no cenário nacional.
PSD e sua importância no Congresso
O PSD é atualmente uma das siglas mais relevantes no Congresso Nacional, ocupando posições estratégicas em administrações estaduais e no governo federal. A liderança de Gilberto Kassab é vista como crucial para a legenda, e a decisão de manter um candidato próprio na corrida presidencial reflete essa importância.
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A expectativa é que o PSD possa influenciar o resultado das eleições, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Construindo um consenso na direita
A situação evidencia que, apesar da disposição para o diálogo, ainda há um longo caminho a percorrer até uma eventual convergência entre os partidos da centro-direita. O impasse também reflete a falta de uma definição clara sobre o desenho da oposição para as próximas eleições presidenciais, especialmente em um contexto de polarização e disputas internas por espaço e protagonismo.
Valdemar reconhece a complexidade da construção de um consenso, diante dos interesses distintos dos partidos envolvidos.
