USS Gerald Ford lidera operação contra drogas na América Latina; Rússia e Reino Unido criticam ataques. Mobilização militar na Venezuela atiça tensões
O porta-aviões USS Gerald Ford foi incorporado à operação contra o tráfico de drogas proveniente da América Latina. A chegada do navio coincidiu com uma nova mobilização militar da Venezuela, em resposta a “ameaças imperiais”, e com a condenação da Rússia aos bombardeios de embarcações suspeitas de transportar drogas.
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O último ataque ocorreu no domingo, no Pacífico.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos informou sobre a morte de seis pessoas a bordo de duas embarcações. Já são 20 embarcações bombardeadas, com um total de 76 mortos. Os Estados Unidos intensificaram suas operações no Caribe desde setembro, enviando navios de guerra, aviões de caça e milhares de soldados.
O Comando Sul das Forças Navais dos Estados Unidos declarou que o USS Gerald Ford reforçará a capacidade dos EUA de detectar e desarticular atividades ilícitas que ameaçam a segurança no hemisfério ocidental. No entanto, ainda não foram apresentadas provas concretas do envolvimento das embarcações com o tráfico de drogas ou da representação de uma ameaça ao país.
O Reino Unido não compartilhará informações de inteligência sobre embarcações suspeitas de narcotráfico, devido à condenação dos bombardeios, considerados ilegais por fontes consultadas. Essa atitude representa uma ruptura crucial entre os dois aliados.
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A Rússia qualificou os bombardeios como “inaceitáveis” e os descreveu como um “pretexto” para justificar os ataques. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, criticou a conduta dos Estados Unidos.
A Venezuela ativou novos exercícios militares em todo o país, em resposta às “ameaças imperiais”. O Ministério da Defesa informou sobre a “mobilização massiva de meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”. A televisão estatal VTV exibiu a mobilização de soldados armados.
O presidente Maduro advertiu que sua estrutura possui “força e poder” para responder aos Estados Unidos. Ele convocou o alistamento na Milícia Bolivariana, um corpo das Forças Armadas composto por civis.
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