Usina Kashiwazaki-Kariwa: Japão retoma maior usina nuclear do mundo após Fukushima. Retomada gera debates e preocupações sobre segurança e resíduos
A usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, iniciou novamente suas operações nesta quarta-feira, 21, após ser desativada desde o desastre de Fukushima em 2011. Inicialmente, apenas um dos sete reatores da usina foi reativado, com a expectativa de que o sétimo reator volte a operar em 2030.
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A retomada representa um passo importante no plano do governo japonês para revitalizar a indústria de energia nuclear, buscando alcançar a neutralidade de emissões até 2050.
O processo de reativação da usina, localizada na província de Niigata, é acompanhado por significativas resistências. A população japonesa mantém fortes reservas em relação à energia nuclear, resultado do desastre de Fukushima e da percepção de falhas na gestão da Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco).
O incidente de Fukushima, considerado o segundo maior acidente nuclear do mundo, após Chernobyl, gerou um amplo deslocamento populacional e um profundo desconfiança na Tepco.
Apesar do esforço do governo para impulsionar a energia nuclear como parte de sua estratégia de sustentabilidade, a retomada da usina de Kashiwazaki-Kariwa enfrenta obstáculos. Os custos de operação e reativação dos reatores aumentaram consideravelmente devido a novos protocolos de segurança, o que impacta um dos principais atrativos da energia nuclear: seus baixos custos.
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Além disso, a Tepco tem enfrentado escândalos envolvendo a perda de documentos e a adulteração de dados, o que exacerba a desconfiança da população.
Pesquisas recentes indicam que a opinião pública japonesa sobre a energia nuclear é complexa. Embora alguns setores da população apoiem a retomada da usina de Kashiwazaki-Kariwa, principalmente devido à necessidade de garantir o fornecimento de energia e impulsionar o desenvolvimento da indústria de semicondutores, a maioria ainda expressa preocupações com a segurança e o gerenciamento de resíduos radioativos.
Estudos apontam que medidas de segurança mais robustas e a solução do problema do lixo nuclear poderiam aumentar o apoio da população à energia nuclear.
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