USA Rare Earth compra Serra Verde: O Brasil no centro das terras raras globais?

USA Rare Earth compra Serra Verde: o Brasil no centro de um ciclo de terras raras? Descubra o impacto dessa transação de US$ 2,8 bi!

23/04/2026 13:31

3 min

USA Rare Earth compra Serra Verde: O Brasil no centro das terras raras globais?
(Imagem de reprodução da internet).

Aquisição da Serra Verde e o Novo Foco em Terras Raras no Brasil

A compra da mineradora brasileira Grupo Serra Verde pela americana USA Rare Earth (USAR), anunciada no início desta semana, reacendeu o debate sobre o mercado de minerais críticos. A transação, avaliada em US$ 2,8 bilhões, não apenas fortalece o esforço dos Estados Unidos para diminuir a dependência da China, mas também posiciona o Brasil no centro de um potencial ciclo de fusões e aquisições no setor de terras raras, segundo o BTG Pactual.

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O relatório do banco de investimentos aponta que essa aquisição “marca um marco significativo para o cenário das terras raras ocidentais”. Isso corrobora uma tese já defendida pela instituição: a oferta fora da Ásia, e particularmente a brasileira, deve ganhar grande relevância nos próximos anos.

A Importância da Oferta Diversificada de Minerais Estratégicos

Para os analistas do BTG, o movimento sublinha a necessidade de países ocidentais diversificarem suas fontes, especialmente considerando a alta concentração do mercado global. Atualmente, o gigante asiático controla cerca de 90% da oferta mundial de terras raras já processadas.

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Vantagem Pioneira Brasileira

“Como único ativo operacional de terras raras no Brasil, a Serra Verde detém uma clara vantagem de pioneirismo, com a maioria dos projetos de desenvolvimento visando a produção somente após 2028”, destacou o banco. O acordo, segundo eles, enfatiza o quão vital se tornou a oferta fora da China para nações ocidentais, como os EUA, que buscam se afastar de um mercado dominado pela China.

Potenciais Movimentos de Consolidação no Setor

Na visão do BTG, a operação pode sinalizar o começo de uma onda maior de transações no setor, onde empresas em fase de desenvolvimento se tornam alvos frequentes de aquisição. Nesse contexto, vários nomes brasileiros ganham destaque no radar do mercado.

Destaques em Projetos Brasileiros

Os analistas apontaram que o Brasil está bem posicionado, com projetos que oferecem grande exposição às HREEs (Terras Raras Pesadas), como Aclara, Viridis e Meteoric. Cada um desses ativos possui características estratégicas.

A Aclara Resources, por exemplo, é responsável pelo projeto Carina, em Goiás. Este é visto como um dos projetos de argila iônica mais avançados fora da China, com previsão de produção no segundo semestre de 2028 e um investimento estimado em US$ 780,9 milhões.

O apoio da Internacional Development Finance Corporation (DFC) reforça seu alinhamento com os interesses internacionais.

Outros Ativos em Ascensão

Outro candidato relevante é a australiana Viridis Mining & Minerals, dona do projeto Colossus, no sul de Minas Gerais. Este empreendimento, avaliado em cerca de US$ 360 milhões, já possui licença prévia ambiental e visa iniciar a produção em 2028, focando na extração de argilas de adsorção iônica, consideradas estratégicas.

Na mesma região, a Meteoric Resources avança com o projeto Caldeira, que recentemente inaugurou uma planta-piloto de processamento em Poços de Caldas. Essa estrutura permite testar, em escala menor, a transformação do minério em carbonato, etapa crucial para a produção comercial.

Perspectivas de Mercado e Consolidação

O BTG ressalta que há uma “clara preferência” do mercado por ativos com exposição a terras raras pesadas, como disprósio e térbio, que devem enfrentar um déficit de oferta de aproximadamente 30% até 2030. Isso explica o crescente interesse em projetos baseados em argila iônica, como os de Aclara, Viridis e Meteoric.

O banco também observou que, com exceção da Aclara, a maioria dessas empresas ainda não conta com o suporte de grandes players do setor de mineração, o que abre espaço significativo para novos movimentos de consolidação no mercado brasileiro.

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