A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, um chamado à Europa para acelerar um processo de “independência europeia”. O discurso, proferido na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, ocorreu em um contexto global marcado por instabilidades geopolíticas, divisão econômica e disputas estratégicas.
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Von der Leyen ressaltou que a busca por autonomia não é uma reação a eventos recentes, mas sim um imperativo estrutural, impulsionado pelas rápidas transformações globais.
Acordos Comerciais e Parcerias Estratégicas
Um dos pontos centrais do discurso foi a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após 25 anos de negociações. A presidente classificou o acordo como um marco geopolítico e econômico significativo. O acordo abrange mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, envolvendo 31 países e uma população de mais de 700 milhões de consumidores.
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O acordo enfatiza a importância do comércio justo, da parceria em vez do isolamento e da sustentabilidade em detrimento da exploração.
Estratégias de Desenvolvimento Econômico
Von der Leyen destacou a necessidade de diversificar as cadeias produtivas da Europa e ampliar acordos comerciais com regiões de rápido crescimento. A União Europeia está buscando negociações com países da Ásia, incluindo uma futura viagem à Índia, com potencial para resultar em um acordo comercial de grande escala.
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A presidente também defendeu reformas internas para reduzir a fragmentação regulatória e estimular o investimento.
Investimentos em Defesa e Segurança
A presidente anunciou um aumento nos gastos com defesa, que podem atingir 800 bilhões de euros até 2030, reconhecendo a interdependência entre economia e segurança. Em relação à guerra na Ucrânia, a União Europeia reafirmou seu compromisso com o país, com um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado a 2026 e 2027.
A Europa se manterá com a Ucrânia até que uma paz justa e duradoura seja alcançada.
Desafios Geopolíticos e Regionais
Von der Leyen abordou questões relacionadas à segurança no Ártico, enfatizando a necessidade de uma abordagem conjunta, em colaboração com os Estados Unidos, que demonstraram interesse na região. A presidente também expressou solidariedade à Dinamarca, reforçando a importância de relações de confiança entre os aliados.
Além disso, a presidente anunciou um investimento na Groenlândia, assegurando a soberania e a integridade territorial da região.
