Uma pesquisa recente, conduzida pela Universidade de São Paulo e publicada em uma revista científica, identificou 11 hábitos comuns que podem aumentar o risco de problemas de saúde relacionados à alimentação. O estudo, que ouviu 5.000 pessoas em todo o país, analisou práticas relacionadas à compra, armazenamento e preparo de alimentos, avaliando comportamentos em três etapas: durante as compras, no armazenamento em casa e no preparo dos alimentos.
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Os pesquisadores descobriram que, apesar de aparentemente inofensivos, certos hábitos contribuem para a contaminação e a multiplicação de microrganismos. Essas falhas, conhecidas como DTAs (Doenças Transmissíveis Alimentares), afetam cerca de 600 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A pesquisa detalha os erros mais comuns e oferece soluções simples para evitá-los.
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Principais Erros Alimentares Identificados
A pesquisa revelou uma série de hábitos que podem aumentar o risco de contaminação. Um dos erros mais frequentes é o uso inadequado de bolsas térmicas, com 81% dos entrevistados não utilizando sacolas térmicas para transportar produtos refrigerados ou congelados, especialmente em dias quentes, onde a variação de temperatura favorece a proliferação de microrganismos.
Outro erro comum é ignorar as condições dos alimentos congelados, observando a presença de cristais de gelo ou sinais de descongelamento, que podem indicar uma quebra na cadeia de frio.
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Além disso, a pesquisa apontou hábitos como lavar as mãos de forma inadequada, secar as mãos em um pano de prato sujo e lavar carnes cruas na pia como práticas que aumentam o risco de contaminação cruzada. O uso da mesma tábua para carnes e vegetais também foi identificado como um erro, assim como a higienização inadequada de frutas e hortaliças, utilizando apenas vinagre para limpar os alimentos.
Recomendações para Evitar a Contaminação
A pesquisa oferece recomendações claras para evitar a contaminação. É fundamental lavar as mãos com frequência, utilizando água e sabão, secando-as em um pano limpo. Também é importante separar utensílios para alimentos crus e prontos para consumo, utilizando tábuas de plástico que devem ser substituídas quando apresentarem sinais de contaminação.
A limpeza de frutas e hortaliças deve ser feita com água corrente e, em alguns casos, com uma solução de água sanitária própria para alimentos, seguindo as proporções recomendadas.
Outras recomendações incluem descongelar carnes em temperatura ambiente, dentro de um recipiente e longe de outros alimentos, e armazenar sobras de comida em até 2 horas após o preparo, evitando a “zona de perigo” entre 5°C e 60°C, onde os microrganismos se multiplicam rapidamente.
Organizar corretamente a geladeira, separando alimentos crus dos prontos e evitando excesso de itens que possam impedir a circulação de ar, também é crucial para garantir a segurança alimentar.
Conclusão: Segurança Alimentar em Primeiro Lugar
A pesquisa da Universidade de São Paulo ressalta a importância de pequenos hábitos que podem ter um grande impacto na prevenção de doenças transmitidas por alimentos. Ao adotar essas recomendações simples, podemos reduzir significativamente o risco de contaminação e garantir a segurança alimentar para nós e para as pessoas que amamos.

