Unicamp e USP em Greve: Estudantes Exigem Mudanças Urgentes nas Universidades

Estudantes da Unicamp e da USP em Greve por Diversas Reivindicações
Um movimento estudantil em expansão abrange a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP), impulsionado pela greve iniciada na USP em 14 de abril. Estudantes da Unicamp também decidiram parar as atividades a partir da última semana, acompanhados por servidores a partir desta segunda-feira (11).
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A Reitoria da Unicamp afirma manter diálogo com as entidades estudantis, buscando soluções consensuais para as demandas apresentadas.
A adesão à paralisação ocorre gradualmente, com pelo menos 16 cursos já aprovando a medida, incluindo Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Artes Cênicas e Engenharia de Alimentos, dentre outros. A Unicamp possui 69 cursos em seu currículo, e formações tradicionais como Ciências Humanas, Medicina, Pedagogia e Economia ainda aguardam assembleias para formalizar o apoio à greve.
As principais reivindicações incluem a construção de moradia estudantil em Limeira, melhorias nos restaurantes universitários e no transporte interno, além do fortalecimento de políticas de combate à violência sexual e étnico-racial, e o apoio psicológico.
Os estudantes também expressam preocupação com a falta de professores e o déficit de funcionários técnicos, buscando maior orçamento para a educação. A estudante de Economia, Laura Khaddour, representante discente no Conselho Universitário da Unicamp, destaca a necessidade de demandas específicas culminarem em um orçamento mais amplo.
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A Reitoria informa que estudos contínuos estão em andamento para viabilizar melhorias nas possibilidades orçamentárias, enquanto o governador Tarcísio de Freitas criticou a paralisação, defendendo que estudantes devem se dedicar aos estudos e aproveitando as oportunidades.
Outro ponto central da mobilização é a oposição à autarquização da área de saúde da Unicamp, proposta aprovada em dezembro que visa um novo modelo de gestão, vinculando a área à Secretaria Estadual de Saúde para fins orçamentários, mas mantendo o controle da Unicamp no ensino e no treinamento de estudantes.
Estudantes e trabalhadores temem perda de controle, precarização das condições de trabalho e impactos no atendimento hospitalar, incluindo a possibilidade de privatização. O reitor Paulo Cesar Montagner defende a proposta como essencial para o futuro da Universidade, que atualmente arca com R$ 1,1 bilhão em custos com o sistema de saúde.
A mobilização estudantil se estende além dos campi do interior de São Paulo, com um ato unificado convocando estudantes da USP, Unicamp e Unesp para protestar em frente ao Cruesp, em São Paulo. Professores e funcionários das três instituições também participarão do protesto, em meio a um impasse nas negociações salariais entre o Cruesp e o Fórum das Seis.
O reajuste oferecido de 3,6% ainda não foi fechado, com o Fórum insistindo na necessidade de uma política de recuperação salarial, com meta de recomposição do poder de compra em maio/2012, estimada em 15,97%. A discussão central envolve o futuro do financiamento das universidades, com a possível redução da arrecadação do ICMS devido à reforma tributária.
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