União Europeia e Mercosul selam acordo histórico: o que muda agora!
UE e Mercosul criam maior zona de livre comércio do mundo! Ursula von der Leyen decide ação provisória. Debate acalorado e resistência na França. Saiba mais!
Acordo Mercosul-UE: União Europeia Adota Medida Provisória
A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (27) que aplicará, temporariamente, o acordo comercial com o Mercosul. A decisão foi tomada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, marcando a criação da maior zona de livre comércio do mundo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O tratado visa eliminar tarifas para mais de 90% do comércio entre os 27 países da UE e os membros do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Os dois blocos econômicos representam juntos 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global e uma população de mais de 700 milhões de consumidores. A ratificação formal do acordo, no entanto, estava suspensa desde que o Parlamento Europeu encaminhou o texto para o Tribunal de Justiça da União Europeia para análise da sua legalidade.
Nas últimas semanas, a presidente von der Leyen conduziu conversas intensivas com os governos dos Estados membros e com os eurodeputados. Com base nessas discussões, a Comissão Europeia decidiu prosseguir com a aplicação provisória do acordo. Essa medida visa, de imediato, facilitar o acesso de produtos europeus ao mercado do Mercosul e vice-versa.
Sob o novo acordo, os países da UE poderão exportar para o Mercosul, em condições mais favoráveis, bens como automóveis, máquinas e vinhos, além de outras bebidas alcoólicas. Em contrapartida, os países do Mercosul terão acesso facilitado à venda na Europa de produtos como carne, açúcar, arroz, mel e soja.
Leia também:
Irã e EUA buscam acordo em Genebra: Avanços e obstáculos nas tratativas cruciais
Henan Kuangshan Crane: CEO Distribui US$ 26 Milhões em Dinheiro a Funcionários!
Afeganistão Ataca Paquistão na Fronteira: Nova Escalada de Hostilidades!
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Apesar do amplo apoio à ideia de um acordo de livre comércio, o texto enfrentou resistência em alguns países europeus, especialmente na França. O descontentamento, liderado por representantes do setor agrícola, gerou um debate que culminou no envio do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia, um processo que poderia levar até um ano e meio para ser concluído.
A ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, classificou a decisão da UE como “muito prejudicial” para o funcionamento das instituições europeias, considerando-a uma “violação democrática” caso o Executivo europeu proceda com a aplicação provisória do acordo.
Apesar das divergências, a maioria dos países europeus e do Mercosul defendem a implementação do acordo o mais rápido possível, em um contexto de tensões comerciais globais, incluindo as ameaças de tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.