União Europeia e Mercosul iniciam nova fase do acordo de livre comércio após 25 anos de negociações. Acordo enfrenta desafios e pode demorar a entrar em vigor.
Após mais de 25 anos de negociações complexas, o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul iniciou nesta sexta-feira (9) uma nova etapa. Contudo, a entrada em vigor do tratado ainda não é imediata, pois o texto agora passará por um ciclo de ratificações e ajustes técnicos que poderá se estender por meses, dependendo da dinâmica política.
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No bloco europeu, a Comissão Europeia e o Parlamento da União Europeia precisam formalizar o aval político necessário para a conclusão do processo. Adicionalmente, devido à natureza “mista” do acordo, que abrange temas comerciais e regulatórios, diversos parlamentos nacionais podem ser convocados para ratificar partes específicas do tratado.
Essa situação pode gerar pressões domésticas, especialmente de setores como o agrícola e o ambiental.
O Mercosul, composto por Argentina, Paraguai e Uruguai, também deverá ratificar internamente o texto. Os governos da região consideram o acordo estratégico para expandir as exportações agroindustriais e garantir previsibilidade tarifária. No entanto, o acordo enfrenta resistências de setores industriais e sindicatos, que expressam preocupações sobre a competitividade.
Diplomatas estimam que, no cenário mais otimista, a tramitação do acordo possa ser concluída ao longo de 2026. No entanto, eleições na Europa e na América do Sul podem reabrir disputas políticas e impactar o cronograma. A Irlanda e a União Europeia continuam sendo focos de oposição agrícola, enquanto organizações não governamentais europeias mantêm críticas ambientais relacionadas à Amazônia e ao cerrado.
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O tratado prevê a redução gradual de tarifas, a abertura de mercados de bens e serviços, a implementação de salvaguardas ambientais e a criação de mecanismos de solução de controvérsias. Para o Mercosul, o principal ganho inicial seria ampliar o acesso ao mercado europeu, enquanto para a União Europeia, o acordo visa ampliar as oportunidades para bens industriais e serviços.
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