A União Europeia classificou as declarações econômicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas ao bloco, incluindo a tentativa de aquisição da Groenlândia, como um erro e uma violação de um acordo comercial estabelecido no ano anterior.
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A declaração foi feita durante um discurso da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Fórum Econômico Mundial.
Acordo de Julho e a Groenlândia
A União Europeia e os Estados Unidos chegaram a um acordo comercial em julho, conforme declarado por Ursula von der Leyen. O acordo envolvia a suspensão de tarifas sobre produtos de oito países europeus, com a possibilidade de aumento para 25% em junho, caso não haja um acordo para a “compra da Groenlândia”, um território semiautônomo da Dinamarca e membro da OTAN e da UE.
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Resposta da União Europeia
Líderes europeus consideraram a escalada de eventos como uma violação de limites estabelecidos. A resposta da União Europeia será “firme, unida e proporcional”, sem especificar as medidas a serem tomadas. Uma reunião emergencial está agendada para quinta-feira em Bruxelas, onde os líderes da UE avaliarão possíveis retaliações.
Diplomacia e Alternativas
Diplomatas europeus buscam uma solução diplomática com o governo Trump, preparando-se para alternativas caso os Estados Unidos avancem com novas tarifas. O acordo comercial, alvo de críticas internas, estabeleceu uma tarifa americana de 15% sobre a maioria dos produtos europeus em troca da eliminação de tarifas sobre bens industriais americanos e parte dos produtos agrícolas.
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Instrumentos de Resposta
A União Europeia avalia acionar seu instrumento anticorrupção comercial, considerado o mecanismo mais rigoroso do bloco, que permite responder a ações coercitivas de países terceiros. As opções incluem tarifas adicionais, taxas, restrições a investimentos e limitação do acesso de empresas americanas ao mercado europeu ou a contratos públicos.
Cooperação e Segurança no Ártico
Em apoio à Groenlândia, a Comissão Europeia trabalha em um pacote que inclui um “forte aumento de investimentos europeus” e cooperação com os Estados Unidos e outros parceiros em segurança no Ártico. A UE defende o aumento dos gastos com defesa, direcionados ao desenvolvimento de uma capacidade europeia de quebra-gelos e outros equipamentos considerados essenciais para a segurança da região.
