UE busca ratificar acordo Mercosul com garantias e Itália crucial para assinatura em votação prevista para sexta-feira.
A União Europeia organizou uma reunião de emergência entre os ministros da Agricultura dos países membros, com o objetivo de persuadir a Itália e outros países hesitantes a ratificar um acordo de livre comércio com o Mercosul. A situação se tornou urgente devido à resistência de alguns estados membros, incluindo a Itália e a França, que expressaram preocupações sobre o impacto potencial de commodities baratas provenientes do Mercosul, como carne bovina e açúcar, nos mercados agrícolas europeus.
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Durante a reunião, os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde devem apresentar garantias sobre o futuro financiamento da Política Agrícola Comum (PAC) da UE. Isso inclui a possibilidade de um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros (aproximadamente US$7,4 bilhões) a ser incluído no próximo orçamento da UE, visando apoiar os agricultores europeus.
Além do financiamento, os ministros da UE também discutirão controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas em produtos importados do Mercosul. Essa é uma preocupação central para garantir a segurança alimentar e a proteção ambiental.
O acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que tem sido negociado por 25 anos, é considerado vital para impulsionar as exportações da UE, que foram afetadas pelas tarifas de importação dos Estados Unidos, e para reduzir a dependência da China.
A posição da Itália será crucial para a assinatura do acordo, que envolve 15 membros da UE representando 65% da população do bloco. A Itália não se opõe ao acordo, mas exige garantias de reciprocidade para que produtos importados atendam aos padrões ambientais e de saúde da UE.
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A União Europeia busca reunir a maioria dos 15 membros da UE para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente em 12 de janeiro. Uma votação está prevista para sexta-feira. A Comissão Europeia, com o apoio de países como Alemanha e Espanha, acredita que o acordo é fundamental para o futuro econômico da UE.
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