UE busca acordo Mercosul com urgência: Itália e França resistem, foco em financiamento da PACA. Votação prevista para sexta-feira (9).
A União Europeia organizou uma reunião de emergência entre os ministros da Agricultura dos países membros, com o objetivo de persuadir a Itália e outros países hesitantes a assinarem um acordo de livre comércio com o Mercosul. A situação se intensificou após a Itália e a França terem frustrado as expectativas de um acordo em dezembro, devido a preocupações dos agricultores sobre o potencial aumento da concorrência com commodities baratas provenientes do Mercosul, como carne bovina e açúcar.
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A reunião, que ocorreu na Comissão Europeia, contou com a presença de todos os 27 ministros da Agricultura da UE, conforme informado pelo Chipre, atual presidente do bloco. Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde estão preparados para discutir o futuro financiamento para os agricultores, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros (aproximadamente US$ 7,4 bilhões) que está previsto para o próximo orçamento da União Europeia.
Além do financiamento, os ministros também avaliarão os controles de importação, com ênfase nos níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas. A discussão central gira em torno da necessidade de garantias de reciprocidade para que produtos importados atendam aos padrões ambientais e de saúde da União Europeia.
A Itália desempenha um papel crucial na assinatura do acordo, e a posição do país será determinante. Apesar de não se opor ao acordo, a Itália exige garantias de reciprocidade. A Comissão Europeia, com o apoio de países como Alemanha e Espanha, busca reunir a maioria dos 15 membros da UE (que representam 65% da população do bloco) para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente em 12 de janeiro.
Uma votação está prevista para sexta-feira (9).
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A negociação, que se estende por 25 anos, visa impulsionar as exportações da UE, afetadas pelas tarifas de importação dos EUA, e reduzir a dependência da China em relação a minerais essenciais. A situação ainda enfrenta resistência de países como Polônia e Hungria, além do posicionamento crítico da França.
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