Tensão no Oriente Médio: Ultimato de Trump e Ameaças Irânicas
A situação no Oriente Médio escalou drasticamente nesta segunda-feira (23 de março de 2026), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitindo um ultimato ao Irã para liberar a passagem do Estreito de Ormuz em 48 horas. A medida, anunciada através da plataforma Truth Social, surge em resposta a sanções impostas pelo governo americano, que visavam conter o aumento dos preços dos combustíveis.
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Trump declarou que, caso Teerã não cumpra o prazo, os militares norte-americanos atacarão e destruirão as usinas de energia do país, começando pela maior.
Em reação, o Irã anunciou que fechará a passagem indefinidamente se a ameaça de ataque for concretizada. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, Ebrahim Zolfaqari, detalhou uma série de medidas retaliatórias, incluindo ataques a usinas de energia, infraestrutura tecnológica e de comunicação de Israel, além de empresas com acionistas norte-americanos na região e até mesmo usinas de energia em países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas.
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A tensão já se refletia nos mercados financeiros globais. As bolsas asiáticas registraram fortes quedas, com o Nikkei 225 no Japão recuando 3,46%, o Topix 3,17%, o índice de Xangai na China caindo 2,99%, o SZSE Component 2,49% e o SSE 100 3,04%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuava 3,45%, enquanto o BSE Sensex na Índia caía 2,41% e o Nifty 50 2,52%.
Na Coreia do Sul, o Kospi tombava 5,89% e o Kosdaq 4,71%.
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A situação se agrava com a dependência de países do Golfo em plantas de dessalinização, que fornecem água potável para milhões de pessoas. Kuwait, Omã, Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos dependem dessas plantas, com Kuwait recebendo 90% de sua água potável por dessalinização, Omã 86%, Israel 75%, Arábia Saudita 70%, Bahrein 60% e Qatar 50%.
Cerca de 100 milhões de pessoas vivem em países desérticos que dependem dessas instalações para manter o abastecimento. Há registros recentes de ataques limitados a unidades de dessalinização no Irã e no Bahrein, com a ilha iraniana de Qeshm sofrendo com a falta de água após um ataque.
A escalada da tensão no Oriente Médio ganhou outra dimensão com a divulgação de que o Irã, pela primeira vez desde o início das ofensivas na região, lançou um míssil de longo alcance com capacidade de atingir cerca de 4.000 km. Segundo a avaliação israelense, isso coloca dezenas de países na Europa, Ásia e África sob risco potencial, com capitais europeias como Londres, Paris, Roma, Madri e Berlim passando a ficar dentro do raio de ação.
Portugal, Irlanda e Islândia estariam fora do alcance.
