UFRJ e Polilaminina: Decisão Surpreendente que Salvou Descoberta Nacional!

UFRJ: Polilaminina, descoberta nacional após revés! Pesquisadora Tatiana Sampaio detalha a estratégia que garantiu a patente no Brasil. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, comentou na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, sobre a perda da patente internacional da substância polilaminina. Ela esclareceu que a situação não representou um revés para o Brasil. Segundo Sampaio, a manutenção da proteção e negociação com uma empresa farmacêutica estrangeira teria significativamente reduzido os lucros gerados pela descoberta, concentrando-os fora do país.

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Desaceleração do Processo de Pesquisa

A pesquisadora admitiu que o principal efeito negativo foi um possível atraso no processo de pesquisa, mas enfatizou que, em retrospectiva, a decisão foi a melhor. A polilaminina, agora, será produzida no Brasil, tornando-se uma descoberta nacional.

Reavaliação Técnica em 2014

Tatiana Sampaio explicou que, em 2014, a UFRJ, com base em uma avaliação técnica, decidiu suspender os pagamentos das taxas de patente nos Estados Unidos e na Europa, considerando que a obtenção da proteção nesses mercados era improvável. Essa decisão, que ela não concordava, não lhe cabia tomar.

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Manutenção da Patente no Brasil

Em 2016, a Agência de Inovação da UFRJ informou a Sampaio sobre a falta de recursos para pagar a anuidade da patente brasileira e perguntou se ela desejava arcar com o custo. A pesquisadora aceitou e pagou um boleto de aproximadamente R$ 500, garantindo a manutenção da patente no Brasil.

Esforços para Reativação da Patente Internacional

O laboratório Cristália, que apoia a pesquisa de Tatiana desde 2018, contratou um escritório de advocacia especializado em patentes para verificar a possibilidade de reativar a validade internacional da patente, mas a conclusão foi negativa, devido ao prazo de reativação já expirado.

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O que é Polilaminina?

A polilaminina é uma substância sintetizada em laboratório, derivada da laminina, uma proteína produzida em grande quantidade pelo corpo humano durante o desenvolvimento embrionário. A laminina desempenha um papel crucial na organização e crescimento de tecidos neuronais, especialmente dos axônios, que são as “pontes” que permitem a comunicação entre neurônios.

A interrupção dessa comunicação, como em casos de lesão medular, pode levar à perda de impulsos elétricos e, consequentemente, à perda de movimento e sensações.

Potencial Terapêutico e Fase de Estudos

Se comprovada sua eficácia, a polilaminina, quando injetada no local da lesão, poderia “recriar” a conexão entre os neurônios, permitindo a restauração do fluxo de impulsos elétricos e, potencialmente, a recuperação de movimentos e sensações.

O estudo de Tatiana Sampaio envolveu 8 pacientes com lesão medular completa, com seis apresentando alguma melhora após o tratamento com a substância. Um dos pacientes, por exemplo, conseguiu voltar a andar. É importante ressaltar que a polilaminina ainda está em fase 1 de estudo clínico, com registro liberado em 5 de janeiro pela Anvisa, e o acesso ao tratamento tem sido buscado através da Justiça.

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