UFPB lança “Orquídea Solar”: Blockchain combate pobreza energética em João Pessoa!

UFPB Lança Projeto Blockchain para Combater a Pobreza Energética em João Pessoa
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) anunciou o desenvolvimento de um projeto inovador baseado em blockchain. Esta iniciativa visa criar uma criptomoeda que será fornecida por bancos comunitários, utilizando energia elétrica gerada por usinas fotovoltaicas em comunidades carentes.
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O “Projeto Orquídea Solar”, desenvolvido pelo Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR), busca aplicar a tecnologia de criptomoedas no combate à pobreza energética. Além disso, o projeto visa ampliar o acesso à energia limpa e promover a formação técnica dos próprios moradores da comunidade.
Funcionamento e Impacto Local
O projeto-piloto será implementado na Comunidade São Rafael, localizada na capital João Pessoa, Paraíba. A instituição de ensino superior enfatizou que o objetivo é mapear os níveis de carência energética e entender as causas para combater a falta de acesso a esse serviço essencial em áreas vulneráveis.
Mecanismo da Criptomoeda Solar
Na prática, a criptomoeda funcionará dentro de um sistema de energia solar. Este sistema atenderá às necessidades elétricas residenciais e gerará excedentes de energia para o banco comunitário. Esse mecanismo, por sua vez, contribuirá para a geração de riqueza e o desenvolvimento da região.
Blockchain e Desenvolvimento Socioeconômico
Para os pesquisadores, a implementação de usinas fotovoltaicas comunitárias é vista como uma ferramenta eficaz contra a pobreza energética, definida como a privação ou baixo acesso a serviços energéticos por grupos vulneráveis, especialmente em áreas rurais e de baixa renda.
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Fortalecendo a Economia Local
A UFPB ressaltou que o token criptoalimentado pela energia solar estimula o desenvolvimento socioeconômico local. Espera-se que a emissão dessa moeda local ajude a reduzir a fuga de capital, fortalecendo pequenos empreendimentos e incentivando redes de solidariedade na comunidade.
A Visão dos Especialistas sobre a Mudança Energética
O professor José Felix da Silva Neto, coordenador do projeto de extensão Sou Sustentável do CEAR, explicou que a ideia surgiu da observação de novas possibilidades para o desenvolvimento local. Ele apontou que, apesar do crescimento na geração de energia solar e eólica no Brasil, o consumidor final continua pagando caro, sem mudança na lógica de consumo.
Segundo o especialista, essa desigualdade energética é um problema persistente, afetando o acesso básico, como a compra de gás de cozinha ou o pagamento da conta de luz. Por isso, o projeto busca propor uma organização que realmente faça a diferença para o consumidor final.
Estrutura e Colaboração Comunitária
O sistema prevê que a energia gerada pela usina solar seja injetada na rede, e os créditos de energia serão distribuídos entre os moradores e o banco comunitário. Para gerenciar isso, será implementado um sistema de contabilidade baseado em blockchain, conforme detalhou a UFPB.
Os pesquisadores enfatizaram que o sucesso do projeto depende fundamentalmente do envolvimento da comunidade em todas as fases, desde a instalação até a operação e manutenção. Isso garante a qualificação técnica dos moradores, capacitando a força de trabalho e gerando oportunidades de emprego na própria localidade.
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