Ucrânia: Quatro Anos de Guerra Sem Fim – Crise e Impasses em 2026

Ucrânia: 4 anos de conflito sem fim! Rússia e Ucrânia completam 4 anos de guerra em 2026. Milhões de mortos, 75 mil km² conquistados e paz distante. Saiba mais!

24/02/2026 8:03

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Ucrânia: Quatro Anos de Conflito Sem Perspectivas de Fim

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia, iniciado em 2022, completa quatro anos nesta terça-feira (24). Apesar de inúmeras tentativas de negociação, não há sinais de um acordo de paz iminente. As discussões entre as delegações de Kiev e Moscou, que se estendem desde o anúncio da “operação militar especial” pelo presidente russo Vladimir Putin, não resultaram em avanços concretos para a implementação de um plano de paz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perdas Humanas e Territoriais

As estimativas sobre o número de vítimas do conflito são alarmantes. De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), até o final de 2025, o número total de mortos, feridos e desaparecidos pode atingir 2 milhões. As forças ucranianas sofreram aproximadamente 500 mil a 600 mil baixas, enquanto as russas registraram cerca de 1,2 milhão de baixas.

Além disso, a Rússia conquistou cerca de 75 mil km² de território ucraniano, equivalente a 12% da extensão total do país, controlando áreas como Luhansk, Donetsk, Zaporizhzhia, Kherson e Kharkiv.

Negociações e Intervenção Externa

As negociações entre Kiev e Moscou foram marcadas por avanços pontuais em questões humanitárias, mas sem uma resolução abrangente para o conflito. A participação de potências ocidentais, como os Estados Unidos, na mediação das tratativas também influenciou o cenário.

No entanto, a desconfiança mútua e as divergências sobre o status dos territórios ocupados por tropas russas continuaram sendo obstáculos significativos.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perspectivas para 2026

Especialistas em relações internacionais avaliam que é improvável que um acordo de paz seja alcançado em breve. O professor de relações internacionais da ESPM, Guther Rudzit, destaca a desconfiança mútua e a irredutibilidade das posições de ambos os lados como os principais impasses.

O cientista político e vice-reitor do Centro Universitário Processus (Uniprocessus), Gustavo Castro, aponta para questões estruturais, como segurança regional, expansão da Otan e ambições estratégicas russas, como fatores que dificultam uma solução negociada.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.