Ubá em Crise: R$ 14 Milhões Desperdiçados e Tragédia Climática Revela Falhas!

Ubá em crise! R$ 14 Milhões e o desastre climático que ninguém preparou. 30 mortes e a pergunta chocante: onde estava o dinheiro? Descubra o escândalo!

25/02/2026 6:38

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(Imagem de reprodução da internet).

Ubá Afunda com R$ 14 Milhões e a Pergunta Crucial Sobre o Dinheiro

A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, enfrentou uma tragédia climática devastadora entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) de 2026. O Rio Ubá transbordou, levando caixões e alagando extensas áreas urbanas, resultando em 30 mortes em Juiz de Fora e Ubá, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

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A situação expõe uma questão crítica: apesar de R$ 14 milhões em emendas parlamentares terem sido destinados à cidade, nenhum centavo foi direcionado para obras de drenagem, contenção de encostas ou infraestrutura hídrica.

O levantamento exclusivo da Jovem Pan, cruzando dados do Portal da Transparência do Governo Federal, revelou um fluxo robusto de recursos: R$ 14.384.744 em emendas parlamentares, distribuídas entre nove deputados federais e a bancada estadual de Minas Gerais.

A maior parte, R$ 10.270.744, ou 71,4% do total, foi destinada ao Fundo Municipal de Saúde de Ubá, em transferências fundo a fundo pelo SUS, classificadas como despesas correntes de custeio. Outros R$ 3.564.000 chegaram ao município via chamadas Emendas Pix, as Transferências Especiais, que não exigem finalidade definida.

O restante, R$ 1.050.000, veio da bancada estadual mineira.

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A concentração temporal também chama a atenção: 96,6% de todos os recursos de saúde destinados a Ubá – R$ 9,92 milhões em 15 ordens bancárias – foram transferidos em um único mês: julho de 2025, segundo o Portal da Transparência do Governo Federal.

O Ministério da Saúde costuma acelerar a execução orçamentária no segundo semestre para cumprir as metas de gastos do exercício, o que explica parcialmente o padrão.

A questão que se impõe é: se o dinheiro de custeio chegou ao município ao longo de 2025, por que as unidades de saúde foram tão vulneráveis a um evento climático que, segundo a própria Defesa Civil, não é o primeiro de grande escala a atingir a cidade?

As fortes chuvas causaram a interrupção de uma Farmácia Municipal, de um Centro de Especialidades Odontológicas, da Policlínica Regional e da unidade de saúde de atenção primária em Ubá. São exatamente esses os equipamentos que figuram nos programas orçamentários das emendas de saúde identificadas pelo levantamento no Portal da Transparência do Governo Federal.

A análise dos dados revela que André Janones (AVANTE-MG), que sozinho enviou R$ 3,99 milhões a Ubá – o equivalente a 27% de tudo que a cidade recebeu –, concentrou seus recursos em custeio hospitalar e em repasse direto via Emenda Pix. As Emendas Pix – os R$ 3,5 milhões de livre aplicação – podem ser redirecionados sem necessidade de autorização parlamentar, desde que respeitem a legislação vigente.

Se ainda estiverem disponíveis no caixa municipal, representam a margem de manobra mais imediata que Ubá tem para financiar ações emergenciais de reconstrução.

A Jovem Pan destaca que, apesar da complexidade da situação, a principal pergunta que a Câmara Municipal de Ubá deveria fazer ao Executivo nesta semana é: “Saber se o dinheiro foi gasto, está disponível ou está bloqueado?”.

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