Tyson Foods enfrenta prejuízo de US$ 250-500 milhões na carne bovina! 📉 Escassez de gado e alta nos custos pressionam a gigante. A produção deve cair 1% em 2026. Saiba mais!
O mercado de carne bovina nos Estados Unidos apresenta um cenário pouco promissor, e a Tyson Foods já se prepara para um ano de dificuldades. A empresa projeta um prejuízo entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões em sua divisão de carne bovina, devido à escassez de oferta de gado no país.
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Este período é particularmente delicado para o setor de proteínas nos EUA.
De acordo com o Departamento de Agricultura americano (USDA), a produção doméstica de carne bovina deve recuar 1% em 2026, totalizando 11,7 milhões de toneladas. Em 2025, a queda já havia sido mais acentuada, com uma redução de 4% em relação a 2024, atingindo 11,8 milhões de toneladas – um volume que colocou os Estados Unidos no posto de maior produtor mundial de carne bovina.
A situação também se reflete na diminuição das exportações. A estimativa é de uma queda de 5,6% neste ano, para 2,4 milhões de toneladas em equivalente carcaça (TEC). Essa seria a segunda vez consecutiva de declínio nas vendas externas da proteína americana.
A divisão de carne bovina foi o principal fator de pressão sobre os resultados da Tyson Foods no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, encerrando o período com um prejuízo operacional ajustado de US$ 143 milhões. A margem operacional caiu para −2,4%, refletindo o descompasso entre custos elevados e um menor volume de abate. “O segmento de carne bovina continua enfrentando desafios significativos devido ao fornecimento limitado de animais e à pressão de custos”, declarou a empresa em comunicado.
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Apesar do quadro desafiador, a Tyson Foods afirma que permanece focada em medidas de eficiência operacional, ajustes de capacidade e disciplina financeira para superar o período adverso. “Estamos concentrados em melhorar os aspectos controláveis do negócio, enquanto navegamos por um dos momentos mais difíceis do ciclo da carne bovina”, disse o CEO Donnie King, em mensagem aos investidores.
Apesar do desempenho fraco na divisão de carne bovina, a Tyson Foods superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026. A empresa reportou lucro ajustado por ação de US$ 0,97 e receita de US$ 14,31 bilhões – ambos acima das projeções dos analistas.
O resultado foi impulsionado principalmente pela forte expansão da divisão de alimentos preparados, que registrou alta de 7,9% nas vendas, e pelo quinto trimestre consecutivo de aumento na receita com frango.
Um relatório do Santander, divulgado nesta segunda-feira, aponta que o mercado ainda projeta margens relativamente estáveis para a divisão de carne bovina da Tyson Foods em 2026 – uma estimativa que os analistas consideram excessivamente otimista. “Acreditamos que a visão mais positiva para a divisão de não se justifica, dado o histórico de margens similares entre Tyson e JBS”, escreveram os analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata.
A avaliação do banco destaca que a menor disponibilidade de fêmeas, somada à intensificação da retenção de fêmeas, tende a manter os custos elevados e as margens pressionadas. “Mesmo com o – uma medida que poderia beneficiar as margens —, a baixa disponibilidade de gado deve continuar prevalecendo”, afirmaram.
O Santander adota uma posição neutra para as ações da Tyson, com preço-alvo de US$ 64 ao fim de 2026, praticamente alinhado com a cotação atual de US$ 65,33. A recomendação reflete a percepção de que os riscos operacionais ainda não estão totalmente incorporados ao preço do papel. “Vemos espaço para uma revisão negativa das estimativas de lucro, especialmente na divisão de carne bovina nos EUA”, reforçaram os analistas.
No contexto da crise da carne bovina nos Estados Unidos, a Tyson anunciou, no ano passado, o fechamento de algumas unidades, com a previsão de demissão de 3.200 funcionários nos próximos meses.
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