Túnel Santos-Guarujá: TCU avalia recursos federais e define governança para obra milionária?

Recursos federais para o Túnel Santos-Guarujá dependem do TCU. Saiba como a governança da PPP afeta o cronograma e o investimento de R$ 5,2 bi!

13/04/2026 15:58

3 min

Túnel Santos-Guarujá: TCU avalia recursos federais e define governança para obra milionária?
(Imagem de reprodução da internet).

Liberação de Recursos Federais para o Túnel Santos-Guarujá Aguarda Aval do TCU

Os recursos federais destinados à construção do túnel Santos-Guarujá devem ser liberados até o final desta semana, após a avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Essa liberação está condicionada à definição dos critérios de governança para o depósito dos valores, conforme solicitado pela própria Autoridade Portuária de Santos.

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Contexto de Atritos e Ajustes Contratuais

A movimentação ocorre em um cenário de tensões entre os diversos órgãos envolvidos no empreendimento. Em janeiro, o governo de São Paulo assinou o contrato da obra sem a participação da APS. A autoridade portuária apontou inconsistências no documento e exigiu ajustes, especialmente no que tange à governança dos aportes financeiros da Parceria Público-Privada (PPP).

Detalhes do Investimento e Financiamento

O projeto do túnel Santos-Guarujá contempla um investimento público total de R$ 5,2 bilhões. Desse montante, o governo de São Paulo aportará R$ 2,6 bilhões, e a outra metade virá de recursos federais, canalizados pela autoridade portuária.

A operação financeira terá uma taxa definida em CDI + 1,59%. Com a formalização do empréstimo, a expectativa da APS é que o TCU autorize os repasses para a conta ainda nesta semana, o que viabilizará a transferência dos recursos federais.

A Garantia de Segurança Jurídica e o Cronograma da Obra

Segundo a autoridade portuária, a intervenção do tribunal visa assegurar a segurança jurídica tanto ao projeto quanto ao grupo vencedor da licitação, a Mota-Engil. Além disso, busca-se evitar qualquer tipo de atraso no cronograma estabelecido.

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Embora os recursos públicos possam ser liberados, a construtora só terá acesso efetivo aos valores a partir de 2027, data prevista para o início das obras. A expectativa é que o túnel reduza significativamente o tempo de deslocamento entre Santos e Guarujá, chegando a cerca de cinco minutos, com operação prevista para 2031.

Alinhamentos de Governança e Próximos Passos

Na semana passada, Anderson Pomini, presidente da APS, e Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, se reuniram para alinhar o modelo de governança dos aportes federais. Foram definidos pontos cruciais, como a fiscalização da execução das obras e mecanismos de rastreabilidade dos recursos.

Outros temas discutidos incluíram a definição clara de responsabilidades entre os entes envolvidos e a implementação de salvaguardas institucionais adequadas ao volume dos investimentos. A autoridade portuária também solicitou ao governo de São Paulo a apresentação de uma minuta do instrumento de governança e um cronograma detalhado com os marcos e o fluxo dos aportes.

Conclusão sobre o Projeto

A articulação entre os órgãos e a definição dos critérios de governança são passos fundamentais para que o túnel Santos-Guarujá avance conforme o planejado, garantindo a viabilidade financeira e operacional do empreendimento até sua previsão de inauguração em 2031.

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