Trump usa tensões com a Europa e Caso Epstein para obter vantagens internas

Trump intensifica tensões com Europa e Rússia para desviar foco do Caso Epstein, avalia especialista. Críticas à UE e busca por concessões são observadas

25/01/2026 20:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Tensões com a Europa e o Caso Epstein: Análise de Especialista

O conflito contínuo com países europeus é parte de uma estratégia elaborada por Donald Trump para desviar a atenção do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, conforme avalia Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista ao WW.

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Os documentos relacionados ao empresário acusado de tráfico sexual geraram um grande escândalo durante o segundo governo Trump. Inicialmente eleito com a promessa de divulgar os arquivos, Trump gradualmente começou a criticar a cobertura midiática, inclusive de aliados, sobre o caso.

Após uma derrota no Congresso, Trump assinou a lei que permitiu a liberação dos arquivos.

Desaprovação da Base MAGA e Críticas à Europa

O comportamento de Trump na situação não foi bem recebido. Segundo uma pesquisa da YouGov realizada em dezembro de 2025, menos de 50% da base de apoiadores (MAGA) o apoiava fortemente em relação à condução do caso.

Em nível nacional, 55% dos americanos desaprovavam a maneira como o presidente americano lidava com as investigações.

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Tensões Diplomáticas e a Dualidade do Discurso de Trump

As tensões com a Europa também são uma tentativa de Trump de obter concessões da União Europeia, incluindo um aumento nos gastos militares do bloco. Desde seu retorno à Casa Branca, o republicano tem realizado críticas contundentes às lideranças europeias.

Ele descreveu o continente como “velho e fraco” e, no documento da Estratégia Nacional de Segurança, destacou preocupações sobre a Rússia e a Groenlândia.

Em uma sexta-feira (25), delegações americanas, russas e ucranianas se reuniram pela primeira vez para debater um plano de paz para o conflito na Ucrânia. A discussão não incluiu a presença de representantes europeus e chegou a um impasse territorial.

Gunther Rudzit destaca a “dualidade” no discurso de Trump, caracterizada pela imprevisibilidade e irracionalidade, que se tornaram marcas da sua condução política. Ele acredita que Trump “joga para tudo quanto é lado para ver o que vai dar e o que ele pode ganhar com isso internamente”.

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