Passagem de Rafah Reabre Após Dois Anos de Bloqueio
A passagem de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, foi reaberta há quase uma semana, após quase dois anos fechada devido à guerra. A reabertura traz esperança para a continuidade do plano proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando um fim para o conflito na região.
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No entanto, desafios significativos permanecem sem solução, incluindo a questão do desarmamento do Hamas.
Plano de Trump e os Obstáculos
O plano de Trump, agora em sua segunda fase, prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses, além de uma ampla reconstrução de Gaza sob supervisão internacional. O plano recebeu apoio internacional, mas ainda não alcançou um acordo completo.
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Apesar disso, Israel se preparou para um retorno à guerra caso o grupo se recuse a entregar suas armas.
Situação Atual em Gaza
O cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, reduziu os combates em larga escala, mas os confrontos continuaram. As autoridades de saúde de Gaza relataram pelo menos 488 mortes palestinos desde então, enquanto o Exército de Israel informou quatro soldados mortos.
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Apesar disso, Israel mantém o controle de 53% de Gaza, incluindo áreas devastadas, e a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes vive em condições precárias, em prédios danificados ou tendas improvisadas.
Próximos Passos e Desafios
Apesar das divergências, os esforços paraampar o cessar-fogo continuam, com a criação de um comitê de tecnocratas palestinos para administrar Gaza, sob a supervisão de um “Conselho de Paz” liderado por Donald Trump. O plano prevê a retirada completa das tropas israelenses em troca de um desarmamento do Hamas, que ainda possui centenas de foguetes e milhares de armas leves.
No entanto, a questão do desarmamento permanece um ponto de discórdia, com Israel se preparando para retomar a guerra caso o grupo não coopere.
Questões Pendentes
A composição, função e mandato de uma força internacional de estabilização em Gaza ainda estão indefinidos. A Autoridade Palestina, que exerce autogoverno limitado na Cisjordânia, deveria implementar reformas antes de assumir definitivamente um papel em Gaza, mas os detalhes ainda não foram divulgados.
Além disso, não há planos concretos para financiar e supervisionar a reconstrução de Gaza, e o plano não aborda questões como os direitos de propriedade ou a indenização para os palestinos que perderam suas casas e meios de subsistência.
