Trump lança “Conselho de Paz” para Gaza! Iniciativa com líderes mundiais busca desarmar Hamas. Investimento de US$ 5 bilhões e presença de Javier Milei. Críticas à ausência de apoio europeu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reunirá nesta quinta-feira (19) seus aliados para lançar o “Conselho de Paz”, uma nova iniciativa focada nos avanços na Faixa de Gaza. A expectativa é que o conselho, com a presença de quase 20 líderes mundiais, incluindo o argentino Javier Milei, possa se tornar um concorrente das Nações Unidas.
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A ausência de representantes europeus, que tradicionalmente apoiam as iniciativas americanas, chama a atenção.
O conselho foi criado após negociações entre o governo Trump, Catar e Egito, que em outubro resultaram em um cessar-fogo de dois anos na Faixa de Gaza. Washington acredita que o plano está entrando em sua segunda fase, com o objetivo de desarmar o Hamas, o grupo palestino responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2026 contra Israel.
O Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, reporta que pelo menos 601 pessoas morreram devido aos ataques israelenses desde o início da trégua. Israel, por sua vez, afirma que o movimento armado matou pelo menos um soldado.
Durante a reunião, Trump deve anunciar promessas de investimentos de mais de 5 bilhões de dólares (R$ 26,1 bilhões, na cotação atual) para Gaza, um território devastado que o presidente americano pretende transformar em uma área de complexos turísticos.
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Também será discutido como implementar a Força Internacional de Estabilização, responsável por garantir a segurança em Gaza. A Indonésia se manifestou como pronta para enviar até 8.000 militares para o território, caso a força seja formalizada.
Autoridades americanas, incluindo Steve Witkoff, amigo de Trump e principal negociador para Oriente Médio, Irã e Ucrânia, argumentam que há avanços concretos e que o Hamas está sendo pressionado a entregar suas armas. Israel impõe restrições que considera essenciais para sua segurança, como declarado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que estará representado por seu ministro das Relações Exteriores.
Um comitê tecnocrático, liderado pelo engenheiro Ali Shaath, foi formado para gerir o dia a dia de Gaza.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, declarou à AFP que o “Conselho da Paz” deve obrigar Israel a “pôr fim às suas violações [do cessar-fogo] em Gaza” e a suspender o cerco ao território. A reunião ocorrerá no Instituto da Paz dos Estados Unidos, agora com o nome de Trump.
Segundo a Casa Branca, Trump terá poder de veto sobre o conselho e poderá continuar a liderá-lo mesmo após deixar o cargo, desde que obtenha a condição de membro permanente, com desembolso de 1 bilhão de dólares (R$ 5,2 bilhões).
Entre os participantes esperados estão o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o presidente indonésio Prabowo Subianto. O Japão, um aliado tradicional dos Estados Unidos, ainda não decidiu se participará do conselho, sendo representado por um enviado encarregado dos assuntos de Gaza.
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