Os principais índices acionários de Wall Street registraram uma significativa queda nesta terça-feira (20). O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq apresentaram os piores desempenhos desde 10 de outubro, data em que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a possibilidade de aumento de tarifas sobre importações da China.
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Tensão Geopolítica e Ameaças de Tarifas
O mercado financeiro reflete as crescentes tensões geopolíticas, impulsionadas por novas ameaças de tarifas impostas pelo governo americano, especialmente em relação à Europa, em meio a disputas sobre o controle da Groenlândia. Essa situação gerou incertezas e impacto nos investidores.
Retaliação da União Europeia
Em resposta à medida de Trump, a União Europeia pode implementar um pacote de tarifas no valor de 93 bilhões de euros (aproximadamente US$ 107,68 bilhões), além de restringir a entrada de empresas norte-americanas no mercado europeu, caso não haja um acordo com os Estados Unidos.
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Desempenho dos Índices Acionários
O Dow Jones desvalorizou 1,76%, atingindo 48.488 pontos. O Nasdaq, focado em tecnologia, perdeu 2,39%, fechando em 22.954 pontos. O S&P 500 também registrou uma queda de 2,07%, encerrando em 6.796 pontos.
Variação Cambial e Desempenho do Euro
O índice do dólar, que mede a força da moeda americana, caiu 0,8%, representando uma grande oscilação nos mercados cambiais. O euro, por sua vez, subiu 0,65% em relação ao dólar.
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Análise de Mercado e Expectativas
Segundo Krishna Guha, vice-presidente da Evercore ISI, a queda do dólar enquanto o euro sobe indica que investidores estão buscando reduzir a exposição a um mercado americano volátil. A semana se anuncia com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e do Índice de Preços ao Consumidor (PCE), utilizado pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA).
Resultados Corporativos e Dados Econômicos
A temporada de balanços continua, com a Intel aguardada nesta semana. Dados recentes revelaram que a receita da Netflix atingiu US$ 12,1 bilhões entre outubro e dezembro, superando as previsões, e a empresa ultrapassou a marca de 325 milhões de assinantes.
