Donald Trump reconsidera tarifas à UE; dólar desvaloriza e risco geopolítico impactam mercados financeiros. Situação complexa, conhecida como “TACO Trade”, gera incertezas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconsiderou suas intenções de aplicar tarifas à União Europeia, em decorrência da questão da Groenlândia, continuando uma situação complexa conhecida como “TACO Trade” nos mercados financeiros. Anteriormente, a postura hesitante do então presidente poderia ter gerado um efeito positivo no mercado de ações, mas a situação se desenrolou de forma diferente.
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Durante a semana, a moeda americana sofreu perdas significativas, acumulando quedas entre 1,6% e 1,9%, dependendo do índice utilizado. O ICE U.S. Dollar Index e o WSJ Dollar Index registraram declínios de 1,8% e 1,6%, respectivamente. Na sexta-feira, 23, o Bloomberg Dollar Spot Index apresentou uma queda de 0,7%, com o iene liderando os ganhos entre as moedas do G10.
As declarações de Trump, feitas em 17 de janeiro, que ameaçavam tarifas de 10% a 25% sobre países da OTAN, foram interpretadas como um risco para a estabilidade geopolítica entre os Estados Unidos e seus aliados. Esse evento afetou o dólar de maneira incomum, mesmo em um cenário de aversão a risco.
Em vez de impulsionar a busca por ativos seguros em dólar, o episódio gerou desvalorização da moeda, aumento no preço do ouro e perdas nas bolsas de valores. A situação foi vista como confirmação da imprevisibilidade do governo americano.
A política monetária dos EUA, com expectativas de cortes de juros em 2026, continuou a influenciar o mercado. Investidores projetavam afrouxamento monetário, reduzindo o diferencial de juros em comparação com a zona do euro e o Japão. Simultaneamente, fundos de pensão europeus e nórdicos intensificaram a diversificação de suas carteiras, diminuindo a exposição a ativos americanos devido a preocupações com a sustentabilidade fiscal dos EUA e a autonomia do banco central americano.
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Essa realocação de longo prazo enfraquece o dólar de forma estrutural, independentemente de eventos pontuais. Dados da Commodity Futures Trading Commission indicaram que traders reduziram suas apostas contra o dólar até 20 de janeiro, mas o aumento das operações de proteção cambial, com prêmios mais altos para hedge de queda da moeda, refletiu uma percepção de risco crescente.
A complexa interação entre a política monetária dos EUA, as preocupações com a estabilidade fiscal e a diversificação de carteiras internacionais contribuíram para a desvalorização do dólar, evidenciando a importância de múltiplos fatores no cenário financeiro global.
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