Alerta na Europa: Interesse Americano pela Groenlândia Recomeça
O bombardeio na Venezuela e a subsequente captura do presidente Maduro reacenderam preocupações na Europa, particularmente em relação ao interesse renovado dos Estados Unidos na Groenlândia. Manifestações ligadas ao movimento “Maga”, associado a Donald Trump, intensificaram a discussão sobre o potencial da ilha como um objetivo estratégico.
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A situação gerou reações imediatas de autoridades dinamarquesas e groenlandesas, com críticas à postura dos EUA.
A podcaster conservadora Katie Miller, esposa do assessor de Trump, Stephen Miller, publicou uma imagem da Groenlândia com a bandeira dos EUA, acompanhada da palavra “Soon”, intensificando o debate. O próprio Trump reforçou o interesse, afirmando que os EUA “precisam absolutamente da Groenlândia”.
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Essa declaração provocou reações negativas, com o governo dinamarquês ampliando seus gastos com defesa no Ártico e no Atlântico Norte.
O embaixador da Dinamarca em Washington, Jesper Møller Sørensen, republicou a imagem com um “lembrete amigável” sobre os laços históricos de defesa entre os países. Ele enfatizou que a segurança dos Estados Unidos também é a segurança da Groenlândia e da Dinamarca.
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O governo dinamarquês reafirmou o respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca.
A situação se agrava com a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Landry celebrou publicamente a derrubada de Maduro, agradecendo a Trump por “responsabilizar líderes como Maduro”. A crescente disputa geopolítica no Ártico, envolvendo Estados Unidos, China e Rússia, intensifica a atenção sobre a Groenlândia.
Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar do think tank Defense Priorities, avalia que o tom de Trump em relação à Groenlândia deixou de ser apenas retórico. Ela adverte que uma presença militar americana no território poderia ser implementada rapidamente, sem que fique claro quem teria condições de reagir.
