Trump, Orban e Carney lançam “Conselho de Paz” com custo de US$ 1 bilhão. Iniciativa busca estabilidade global, mas enfrenta críticas e oposição internacional
O presidente americano, juntamente com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, estão lançando um novo “Conselho de Paz”. A iniciativa, que visa “promover a estabilidade” no mundo, exige que os países membros paguem US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) para participar.
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O documento fundacional, que teve acesso a reportagem, detalha que os países podem aderir por três anos ou mais, caso invistam mais de 1 bilhão de dólares no primeiro ano. O objetivo do conselho é “buscar promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e legítima, e garantir uma paz duradoura nas regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, segundo o preâmbulo.
A ideia do conselho tem gerado críticas, especialmente de organizações internacionais como as Nações Unidas. O presidente Trump, que frequentemente critica a ONU, argumenta que o novo conselho deve ter “a coragem de se distanciar de abordagens e instituições que fracassaram com muita frequência”.
O governo francês expressou “não ter previsão de dar uma resposta favorável” ao convite, destacando a importância do respeito aos princípios e à estrutura da ONU. O Canadá também se manifestou contrário a pagar por um assento no conselho.
O presidente Trump terá amplos poderes dentro do conselho, incluindo a autoridade exclusiva para criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias. Ele também será a “autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação” dos estatutos.
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O conselho começou a tomar forma com convites a líderes de Egito, Turquia, Argentina, Canadá e Brasil. Além disso, Trump nomeou seu secretário de Estado, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; Steve Witkoff e Jared Kushner como membros.
A composição do conselho, que inclui o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, e o diplomata catari Ali Al-Thawadi, gerou oposição, especialmente de Israel, que se opôs a um “conselho executivo para Gaza”. O conselho inicialmente foi concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas seu estatuto não limita suas funções ao território palestino ocupado.
A resolução do Conselho de Segurança da ONU, que respalda o plano de paz de Trump para Gaza, concede apenas ao “Conselho de Paz” autoridade para agir no território.
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