Estados Unidos intensificam atuação com operação militar na Venezuela e captura de Maduro. Trump promove narrativa controversa após operação “Absolute Resolve”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado a captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, para estabelecer uma narrativa cada vez mais provocativa nos canais oficiais. Desde o início do segundo mandato, Trump utilizou contas oficiais da Casa Branca e dos departamentos e agências governamentais para promover mensagens controversas em favor do seu governo.
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A operação, denominada Absolute Resolve, foi anunciada em 3 de janeiro de 2026, logo após a captura de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores.
Após o anúncio da captura, o perfil oficial da Casa Branca no Instagram publicou uma foto-montagem do presidente norte-americano com a expressão “Fafo”, sigla de “Fuck around and find out”, que, em tradução livre, significa “Faça merda para ver o que acontece”.
No domingo, a conta da Casa Branca publicou um vídeo intercalando um antigo discurso do presidente deposto, em que diz estar esperando pelos Estados Unidos no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, com uma declaração do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e do secretário de Estado, Marco Rubio, e de Trump.
As peças de comunicação com ironias ou ameaças também circularam pelas contas oficiais de outras agências governamentais, como o Departamento de Estado. Em uma publicação no perfil oficial no X, a conta fez referência a uma frase de Marco Rubio e publicou uma montagem com a legenda “O presidente Trump é um homem de ação.
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Se você não sabe, agora sabe”. A postagem acompanhou uma foto em preto e branco com Rubio e Trump e um texto central dizendo “Não brinque com o presidente Trump”.
O presidente dos Estados Unidos (Partido Republicano) anunciou em 3 de janeiro de 2026, em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente (PSUV, esquerda) e a primeira-dama. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2 de janeiro de 2026).
A operação foi realizada na madrugada de sábado (3 de janeiro).
Foram realizados ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos. Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação da (Organização das Nações Unidas).
Trump disse que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. É incerto se houve mortos e feridos na ação.
Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação. Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3 de janeiro de 2026), Trump anunciou aos jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3 de janeiro), Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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