Nova estratégia EUA na América Latina! Trump reitera Doutrina Monroe com “Corolário Trump”. EUA busca influência e segurança interna na região
Em 5 de dezembro de 2025, a Casa Branca oficializou uma nova estratégia que visa aumentar a influência dos Estados Unidos na América Latina. Sob a liderança do Partido Republicano, o governo reafirmou a Doutrina Monroe, originalmente estabelecida em 1823, agora renomeada como “Doutrina Donroe”, e introduziu o chamado “Corolário Trump”, um conjunto de diretrizes que condicionam a soberania dos países vizinhos ao alinhamento com os interesses americanos.
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O documento, publicado em novembro de 2025, foca em segurança interna e reitera a influência dos EUA sobre a região a partir de uma filosofia de “paz através da força”. (PDF – 500 kB, em inglês)
A “Doutrina Donroe” é um princípio estratégico de exclusão que visa impedir a influência de potências externas no Hemisfério Ocidental, assegurando a proeminência dos EUA. Em contrapartida, o “Corolário Trump” funciona como um mecanismo de intervenção direta, utilizando a coerção econômica e o poder militar para forçar os países latino-americanos a servirem aos interesses de segurança interna dos Estados Unidos.
A estratégia orienta a política externa do segundo mandato de Trump, com foco em cinco objetivos principais: estabilidade migratória, combate ao crime organizado, bloqueio externo, segurança de suprimentos e acesso estratégico.
A estabilidade migratória é uma prioridade, buscando ações para frear fluxos em massa que sobrecarregam recursos públicos e ameaçam a coesão social. O combate ao crime organizado, especialmente o narcotráfico transnacional, é outro foco, com cooperação para classificar cartéis como organizações terroristas.
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O bloqueio externo visa impedir que potências como China e Rússia obtenham controle de ativos vitais no continente americano. A segurança de suprimentos se concentra na proteção de cadeias críticas de recursos naturais, minerais e energéticos, enquanto o acesso estratégico busca garantir controle sobre portos, bases e pontos de infraestrutura.
O documento também critica as elites do pós-Guerra Fria que apostaram no “globalismo” e no “livre comércio”, o que, segundo o texto, esvaziou a classe média e a base industrial norte-americana. A Venezuela, com seu presidente deposto (PSUV, esquerda), foi alvo de uma operação militar em 3 de janeiro, seguida pela tomada de suas reservas de petróleo e pela ordem de que empresas norte-americanas assumam o controle e revitalizem a indústria petrolífera.
A Colômbia, com seu presidente (Colômbia Humana, esquerda), foi alvo de sanções e classificação como “traficante de drogas”. A Groenlândia, com suas reservas de terras-raras, tornou-se um foco de interesse, com Trump argumentando que europeus permitem a presença de navios chineses e russos na região, que considera sua “zona de influência”.
A diplomacia de canhoneira, como demonstrações de poder naval no Mar do Caribe, foi utilizada para intimidar governos considerados hostis sem a declaração formal de guerra.
Os impactos da nova política se estenderam ao Brasil, mesmo antes de um posicionamento formal do governo norte-americano. Em 9 de julho de 2025, o governo Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, que já haviam sido taxados em 10%.
Essa medida foi justificada como uma resposta ao julgamento do ex-presidente (PL). A Argentina, com seu chefe da Casa Rosada (La Libertad Avanza, direita), aliado dos EUA, conseguiu firmar um acordo de swap cambial com os norte-americanos, condicionando a ajuda à estabilidade econômica do país.
Trump afirmou que estava “fazendo a Argentina grande novamente”, em referência ao seu slogan MAGA (Make America Great Again, ou Faça a América Grande Novamente). No cenário global, a “Doutrina Donroe” parece sinalizar o declínio da Organização das Nações Unidas e do direito internacional, com Trump buscando restaurar um modelo de esferas de influência semelhante ao do século 19.
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