Novo Conselho de Paz Busca Rivalizar com a ONU
Um novo “Conselho de Paz” foi anunciado com o objetivo de promover a estabilidade e a resolução de conflitos em todo o mundo. A iniciativa, liderada por Donald Trump, busca se estabelecer como um organismo alternativo à Organização das Nações Unidas (ONU).
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O projeto visa abordar conflitos em diversas regiões, não se limitando apenas à Faixa de Gaza, conforme revelado no rascunho da carta fundacional.
Iniciativa Ampliada: Objetivos Além de Gaza
O plano, inicialmente focado na resolução de conflitos em Gaza, expandiu-se para um mandato mais amplo, buscando substituir a ONU como principal ator na promoção da paz. O documento enfatiza a necessidade de “enfoques e instituições que falharam com demasiada frequência”, em clara referência à ONU.
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Estrutura e Poderes do Conselho
O Conselho de Paz terá um presidente, Donald Trump, com amplos poderes, incluindo a autorização para convidar outros chefes de Estado e de governo a se juntarem ao órgão, além da capacidade de revogar sua participação, exceto em casos de “veto por uma maioria de dois terços dos Estados membros”.
O conselho executivo, liderado por Trump, contará com sete membros, incluindo o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e Tony Blair.
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Adesão Inicial e Países que se Manifestaram
Vários países já expressaram interesse em aderir ao Conselho de Paz. A Hungria, sob o comando do primeiro-ministro Viktor Orbán, aceitou o convite de Trump para se tornar membro fundador. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente argentino, Javier Milei, também se juntaram ao conselho, assim como o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, e a presidente de Kosovo, Vjosa Osmani.
Adesão Saudita e Outros Países
A diplomacia saudita anunciou a “decisão conjunta” dos ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão de se juntarem ao organismo. Além disso, o monarca do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, e o rei Mohammed VI do Marrocos se uniram como “membros fundadores”, enquanto os presidentes do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev, também se juntaram.
Reações e Posicionamentos
Noruega, França e Ucrânia, cujo presidente, Volodimir Zelensky, “não prevê” participar ao lado da Rússia, se mostraram relutantes. A Rússia afirmou que queria “esclarecer todas as nuances” do convite com Washington antes de tomar uma decisão, enquanto o presidente Vladimir Putin anunciou que ordenou à sua diplomacia que “estudasse” o tema.
A China não indicou se aceitou, afirmando que “defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas como eixo central”. O Reino Unido deseja examinar as “modalidades” do convite, enquanto a Alemanha expressou a necessidade de “coordenar-se” com seus parceiros.
Outros Convidados e Respostas
O Papa Leão XIV recebeu um convite, e Pietro Parolin, número dois do Vaticano, declarou: “Estamos considerando o que fazer”. Itália, Suécia, Finlândia, Albânia, Grécia, Eslovênia, Polônia, Bulgária, Brasil, Paraguai, Índia e Coreia do Sul também figuram entre os convidados.
A situação está sendo examinada pela ministra canadense das Relações Exteriores, Anita Anand.
