Donald Trump lança Conselho de Paz como alternativa à ONU. Iniciativa americana visa resolver conflitos globais com Trump na presidência.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou oficialmente nesta quarta-feira, 21, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, uma nova organização internacional chamada Conselho de Paz. A iniciativa, idealizada pelo governo americano, visa atuar na resolução de conflitos globais.
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Trump defendeu a proposta como alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU).
Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra, o escopo do Conselho de Paz foi ampliado. O estatuto do órgão, divulgado pela AFP, não restringe sua atuação a um único território palestino, definindo uma missão global.
A estrutura do conselho prevê a presidência de Donald Trump, que também atuará como representante dos Estados Unidos. Apenas o presidente do conselho, Trump, pode convidar novos membros e revogar participações, com possibilidade de veto por maioria qualificada.
O conselho executivo terá Trump como líder. Entre os nomes confirmados estão o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro do presidente, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além de executivos do setor financeiro e representantes ligados ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
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Para integrar o conselho de forma permanente, no primeiro ano de funcionamento, Estados que fizerem contribuições acima de um valor específico ficam isentos do limite de mandato de três anos previsto para os demais membros.
Até então, cerca de 35 dirigentes já concordaram em apoiar a iniciativa. Entre os que aceitaram estão o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán; Benjamin Netanyahu; representantes do Norte da África e da Ásia Central. A diplomacia saudita anunciou adesão conjunta de países como Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão. Alguns países já recusaram formalmente o convite, como Noruega e Ucrânia.
O presidente ucraniano também adotou uma postura cautelosa. China, Alemanha, Reino Unido, Canadá e União Europeia disseram que ainda avaliam os termos do convite. O papa Leão XIV também foi convidado, mas o Vaticano informou que o tema está em análise.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, segundo confirmou o Itamaraty, mas ainda não respondeu oficialmente.
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