Tensão Diplomática em Torno da Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado sua postura em relação à Groenlândia, evitando responder diretamente sobre o uso da força para assumir o controle do território. Em uma entrevista por telefone à NBC News, em 19 de janeiro, quando questionado sobre essa possibilidade, respondeu apenas com “Sem comentários”.
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Essa declaração ocorreu em um final de semana já marcado por uma série de declarações controversas.
Pressões Tarifárias e Críticas à Dinamarca
Inicialmente, Trump anunciou que tarifas de 10% sobre mercadorias de oito países europeus – incluindo Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia – entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro. A partir de 1º de junho, essas tarifas aumentariam para 25% caso não haja avanços nas negociações.
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Essa medida visava pressionar por um acordo para a compra da Groenlândia. Além disso, o presidente criticou a Dinamarca, alegando que o país não havia feito o suficiente para conter a influência russa na região.
Carta a Jonas Gahr Støre e Protestos em Groenlândia
Em uma carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump declarou que não se sentia mais obrigado a pensar “exclusivamente na paz”, mesmo que ela continuasse sendo “predominante”, e que poderia considerar “o que é bom e adequado para os Estados Unidos da América”. Na mesma semana, o mandatário pressionou a Dinamarca, afirmando que “chegou a hora” de resolver a questão, e que isso seria feito. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a Otan tem alertado há duas décadas sobre a necessidade de reduzir a presença russa na região, mas o governo dinamarquês “não fez nada” para enfrentar o problema.
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Reações e Sentimentos na Groenlândia
A situação na Groenlândia tem gerado reações diversas. Habitantes da ilha expressam choque, irritação, confusão, humilhação e medo. Por séculos, a Groenlândia permaneceu distante, e o povo inuíte aprendeu a sobreviver em seu ambiente. Há mais de 300 anos, a ilha fazia parte do Reino da Dinamarca, e agora os groenlandeses buscam inserir-se nas discussões sobre seu futuro antes que seja tarde demais. A primeira participação direta da Groenlândia em negociações de alto nível ocorreu na semana passada, com o ministro das Relações Exteriores da ilha participando de uma reunião em Washington, sob a sombra das crescentes ameaças de Trump, que prometeu “fazer algo pela Groenlândia, quer eles gostem ou não”. Entrevistas revelaram que a maioria dos groenlandeses não deseja ser recolonizado e que apenas uma pequena minoria demonstra interesse em se juntar aos Estados Unidos.
Eles valorizam o sistema de bem-estar social escandinavo, com assistência médica e educação gratuitas, e se sentem conectados à Dinamarca, apesar de ressentimentos históricos.
