Trump intensifica pressão para adquirir Groenlândia em Davos, gerando desgaste nas relações transatlânticas. Reuniões e otimismo em meio a críticas da Otan e de Emmanuel Macron
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21), onde intensificará sua pressão para adquirir a Groenlândia, apesar dos protestos europeus, em um cenário que representa o maior desgaste das relações transatlânticas em décadas.
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Trump, que encerrou sua turbulenta terça-feira (20), deve ofuscar o Fórum Econômico Mundial (FEM), encontro anual onde elites globais discutem tendências econômicas e políticas na estância de montanha suíça.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira que a chegada de Trump a Davos, onde ele discursará para líderes mundiais, sofrerá um atraso de cerca de três horas. Trump, na noite de terça-feira, após a tripulação identificar um “pequeno problema elétrico” logo após a decolagem, afirmou que teria reuniões sobre o território dinamarquês da Groenlândia em Davos e se mostrou otimista de que um acordo pudesse ser alcançado. “Acho que chegaremos a um acordo que será muito bom para a Otan e para nós.
Mas precisamos disso para fins de segurança. Precisamos disso para a segurança nacional”, disse ele.
Questionado sobre até onde estaria disposto a ir para adquirir a Groenlândia, Trump ofereceu uma resposta enigmática: “Vocês vão descobrir”. A pressão de Trump sobre a Groenlândia está relacionada a um desejo de construir um legado e expandir o território dos Estados Unidos da maneira mais significativa desde 1959, ano em que os territórios de Alasca e Havaí se tornaram os 49º e 50º estados, respectivamente, sob o governo do presidente republicano Dwight Eisenhower.
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Líderes da Otan alertaram que a estratégia de Trump para a Groenlândia pode desestabilizar a aliança. O presidente americano associou o território dinamarquês à sua frustração com o texto de um convite do presidente francês Emmanuel Macron para se juntar a ele e a outros líderes do G7 em Paris após Davos, uma ideia que Trump rejeitou. “Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, escreveu Macron.
O objetivo inicial da ida de Trump a Davos era exaltar a força da economia americana. Ele fará um discurso nesta quarta-feira (21), que, segundo ele, será usado para discutir os sucessos econômicos do país, apesar das pesquisas de opinião mostrarem que os americanos estão amplamente insatisfeitos com sua gestão da economia.
A Casa Branca afirmou que ele abordará o aumento do custo da moradia com um plano que permitirá aos americanos usar o dinheiro de seus planos de aposentadoria 401(k) para dar entrada na compra de imóveis.
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