Trump intensifica ameaças de anexação à Groenlândia, gerando tensão global. Primeira-ministra Frederiksen alerta sobre riscos à NATO.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não declarou publicamente que sua nova “estrutura” de acordo com a Groenlândia incluiria a propriedade americana da ilha. Em resposta a uma pergunta da CNN sobre se o acordo atendia ao seu desejo de possuir a Groenlândia, Trump fez uma pausa para reflexão antes de responder: “É um acordo de longo prazo”. Adicionalmente, afirmou: “É o acordo definitivo a longo prazo.
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E acredito que coloca todos numa posição muito favorável”, ao deixar a cúpula de Davos, na Suíça.
Trump, posteriormente, descreveu o acordo. Ele enfatizou que se tratava de um acordo que satisfazia suas necessidades e as de outros atores, visando o controle da Groenlândia. A declaração ocorreu em meio a crescente tensão geopolítica envolvendo a ilha ártica.
A situação na Groenlândia, uma ilha ártica semiautônoma controlada pela Dinamarca, tem gerado preocupações internacionais. O presidente dos Estados Unidos argumenta que o território é crucial para a estratégia militar americana, devido à sua localização na rota mais curta entre a Europa e a América do Norte, tornando-o vital para um sistema de alerta de mísseis balísticos dos EUA.
Os Estados Unidos buscam o envolvimento da Islândia e do Reino Unido, países que abrigam navios da marinha russa e submarinos nucleares. Essa dinâmica se insere em um contexto de tensões geopolíticas globais.
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As declarações de Trump geraram uma forte reação da Dinamarca. A primeira-ministra Mette Frederiksen alertou sobre as consequências de uma ação militar americana, afirmando que “Se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para, incluindo a própria aliança militar e, consequentemente, a segurança que foi estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial”.
O envio de um pequeno número de militares por países parceiros, como parte de exercícios conjuntos com a Dinamarca, intensificou a situação. A possibilidade de ações militares americanas impacta diretamente a estabilidade da região e a estrutura da Aliança do Norte Atlântica (NATO).
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