Ameaças Americanas e Vulnerabilidade da Geração Iraniana
A escalada da tensão no Oriente Médio ganha novos contornos com a ameaça de ataques dos Estados Unidos contra as usinas elétricas do Irã, caso o país não abra completamente o Estreito de Ormuz em 48 horas. A medida, iniciada no sábado (21), levanta preocupações sobre a vulnerabilidade da produção de energia iraniana e o potencial impacto em outras infraestruturas críticas.
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Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), cerca de 80% da geração de energia no Irã em 2023 provinha de gás natural, totalizando aproximadamente 303 mil gigawatt-horas. Essa dependência elevada do gás natural reflete um crescimento significativo na produção de eletricidade do país, que aumentou mais de 65% entre 2010 e 2023, consolidando o Irã como um dos principais produtores de eletricidade da região, ficando atrás apenas da Arábia Saudita.
A principal alvos da ameaça, segundo fontes, seriam instalações como a usina de ciclo combinado de Damavand, localizada a sudeste de Teerã, com uma capacidade estimada em cerca de 3 mil megawatts. Essa usina representou, em anos recentes, até 4% da capacidade total de geração do Irã.
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A dependência de combustíveis fósseis para a produção de energia torna o país particularmente vulnerável a ataques que visem a infraestrutura energética.
A situação se agrava com o envolvimento da usina nuclear de Bushehr no conflito, após um ataque a um complexo onde a usina está localizada. A energia nuclear, embora represente uma fração mínima da geração total do Irã, adiciona uma camada de complexidade e risco à situação energética do país.
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A ameaça de Donald Trump, que busca atacar as usinas elétricas, intensifica ainda mais a crise.
