Governo Trump encerra ano com agenda controversa: imigração, tensões e intervenções. Imigrantes, cortes e ataques geram críticas internacionais.
Na terça-feira, 20 de dezembro, marcou o encerramento do primeiro ano de atuação do governo em seu segundo mandato. O período foi notável por uma condução imprevisível das relações internacionais e por medidas de política interna consideradas drásticas, que impactaram áreas como o sistema judiciário e o comércio global.
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Durante os 12 meses, o partido republicano consolidou uma agenda que alterou alianças históricas, gerando tensões diplomáticas e econômicas.
A imigração foi um foco central da gestão. Embora a promessa de expulsão total de imigrantes não tenha sido totalmente implementada, o governo mobilizou mais de 20 mil agentes para atuar nas fronteiras. Essa ação resultou na deportação de aproximadamente 605 mil indivíduos e em quase 2 milhões de saídas voluntárias até o final do ano.
A administração enfrentou episódios de violência, como a morte de uma cidadã americana em Minnesota, que provocou protestos. A relação com instituições democráticas também foi afetada, com ações como a concessão de perdão presidencial a indivíduos envolvidos na invasão ao Capitólio de 2021.
Além disso, o governo conduziu cortes de verbas e abriu investigações contra universidades de grande porte, além de iniciar processos judiciais envolvendo a imprensa e escritórios de advocacia que se opuseram à gestão.
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A economia foi impactada por uma política protecionista. Em abril, o governo implementou um aumento abrupto nas tarifas para diversos países, com uma alíquota inicial de 10% que subiu para 50%. A situação só foi normalizada após uma reunião bilateral entre Trump e outro líder em outubro, resultando na redução gradual das tarifas.
No cenário internacional, os EUA oscilaram entre ações intervencionistas e um período de isolamento. A agência de ajuda humanitária, USAID, foi fechada, e os EUA se retiraram de certos protocolos de saúde, incluindo a recomendação de seis vacinas infantis.
Contudo, o governo intensificou a presença militar no Oriente Médio, onde operações contra o tráfico resultaram em mais de 100 mortes e críticas internacionais. Uma operação na região capturou um indivíduo relevante.
As alianças tradicionais foram testadas. A parceria com um país se fortaleceu, culminando em ataques a instalações nucleares iranianas, enquanto a relação com outro país se deteriorou, marcada por críticas públicas. Simultaneamente, o governo manteve uma diplomacia ambígua com a Dinamarca, pressionando-a para a venda de um determinado equipamento, sob ameaça de sanções comerciais.
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