O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente a assinatura de um decreto com o objetivo de aumentar as importações de determinados cortes de carne bovina. Segundo informações da Casa Branca, a medida visa expandir as importações de “aparas de carne bovina magra” em 80 mil toneladas até 2026.
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Contexto Econômico e Justificativas
O decreto se baseia em uma lei que permite ao presidente redefinir importações em situações de oferta insuficiente, decorrentes de desastres naturais, doenças ou grandes perturbações no mercado interno. O objetivo é garantir que os consumidores americanos tenham acesso à carne moída a preços razoáveis.
Trump justificou a medida em um comunicado, afirmando que tem a responsabilidade de assegurar o abastecimento de alimentos para as famílias americanas. Ele mencionou fatores como a seca em 2022, incêndios florestais que afetaram as pastagens do oeste dos EUA e a contaminação de rebanhos vindos do exterior como causas da redução da produção de gado nos Estados Unidos.
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Preços da Carne e Monitoramento
O governo norte-americano destaca que, desde janeiro de 2021, os preços da carne moída subiram significativamente, atingindo um pico de US$ 6,69 por libra em dezembro de 2025 – o valor mais alto desde que o Departamento do Trabalho começou a monitorar os preços da carne bovina na década de 1980.
O Secretário da Agricultura continuará a monitorar o fornecimento interno de aparas de carne bovina magra, conforme julgar apropriado. Ele informará o presidente sobre quaisquer circunstâncias que possam indicar a necessidade de medidas adicionais e recomendará quaisquer ações adicionais, se necessário.
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Acordo de Comércio e Investimentos com a Argentina
Na quinta-feira (5), para ampliar os negócios e investimentos entre os países, foi formalizado um Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos entre os Estados Unidos e a Argentina. O acordo prevê uma relação estratégica baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e em uma visão moderna da complementaridade comercial.
Entre as medidas previstas, está a redução de barreiras tarifárias e não tarifárias, com os EUA eliminando suas tarifas recíprocas para 1.675 produtos argentinos. Espera-se recuperar US$ 1 bilhão em exportações.
Além disso, o governo dos Estados Unidos ratificou seu compromisso de revisar as tarifas sobre aço e alumínio, e concederá ampliação para 100.000 toneladas para o acesso preferencial da carne bovina ao seu mercado.
Em contrapartida, a Argentina vai eliminar taxas sobre 221 posições tarifárias, como máquinas, material de transporte, dispositivos médicos e produtos químicos, além de reduzir para 2% outras 20 posições, principalmente autopeças.
