Conselho da Paz de Trump e Tensão nas Relações Bilaterais
O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, retirou o convite feito ao primeiro-ministro do Canadá, do Partido Liberal (centro-esquerda), para participar do Conselho da Paz. A iniciativa, formalizada na quinta-feira (22 de janeiro de 2026), foi anunciada durante um evento em Davos (Suíça).
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Cerca de 35 países manifestaram interesse em integrar o conselho, embora a decisão final sobre a participação do Canadá ainda não tivesse sido tomada pelo primeiro-ministro.
Carney, em vez de participar do lançamento oficial em Davos, estava presente em uma reunião de gabinete em Quebec. A medida ocorre após discursos realizados por Trump e Carney no evento. Trump criticou a postura de Carney, sugerindo que o Canadá deveria demonstrar maior gratidão aos Estados Unidos, considerando a influência dos EUA na região.
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O Conselho da Paz de Trump, criado em 15 de janeiro de 2026, visa acabar com conflitos na Faixa de Gaza. O presidente sinalizou que o órgão não seria temporário e, em um cenário, poderia assumir o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
O conselho é estruturado com um sistema de votação que inclui um veto do presidente, com a possibilidade de expulsar países do grupo com aprovação de 2/3 dos integrantes.
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O mandato do presidente do conselho é vitalício, podendo ser interrompido apenas por renúncia voluntária ou incapacidade, exigindo votação unânime do Conselho Executivo. Autoridades de 18 países estavam presentes no lançamento do conselho na quinta-feira (22 de janeiro de 2026).
Entre os presentes, destacam-se: Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão; Vjosa Osmani-Sadriu, presidente do Kosovo; Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão; Santiago Peña, presidente do Paraguai; Mohammed bin Abdul Rahman al Thani, primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar; Faisal bin Farhan al Saud, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita; Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia; Khaldoon al Mubarak, CEO da Mubadala Investment Company; Shavkat Mirziyayev, presidente do Uzbequistão; Gombojavyn Zandanshatar, primeiro-ministro da Mongólia; Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, primeiro-ministro do Bahrein; Nasser Bourita, ministro das Relações Exteriores do Marrocos; Javier Milei, presidente da Argentina; Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia; Donald Trump, presidente dos EUA; Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão; Rosen Zhelyazkov, ex-primeiro-ministro da Bulgária; Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia; Ayman Safadi, ministro das Relações Exteriores da Jordânia.
