Trump exige acesso irrestrito à Venezuela, busca reconstrução com apoio de empresas americanas. Operação “Resolução Absoluta” visa recursos naturais do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou no domingo, 4, a necessidade de que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, obtenha acesso irrestrito ao país, abrangendo seus recursos naturais. Essa demanda surge em meio à recente operação militar que culminou na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua subsequente prisão nos Estados Unidos sob acusações de “narcoterrorismo”.
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Trump enfatizou a importância de garantir o acesso total ao petróleo e outros recursos do país para possibilitar sua reconstrução.
O presidente destacou a deterioração da infraestrutura venezuelana, mencionando estradas e pontes em estado precário. Ele afirmou que grandes empresas petrolíferas americanas entrarão na Venezuela para realizar os reparos necessários, alegando que essas estruturas foram construídas e, posteriormente, “roubadas” pelo governo anterior.
Trump apresentou a operação para capturar Maduro em Caracas, denominada “Resolução Absoluta”, e sua nova estratégia regional, batizada de “Doutrina Donroe”, como uma nova forma de intervenção na América Latina. Ele afirmou que a doutrina busca “a paz no mundo”, mencionando bombardeios em Caracas e regiões próximas como parte da ação militar.
O presidente alertou o Exército americano para permanecer preparado para um segundo ataque na Venezuela, incluindo alvos na capital e em estados como La Guaira, Aragua e Miranda. Ao responder a questionamentos sobre a possibilidade de um novo ataque, caso Maduro estivesse preso, Trump declarou: “Não, não está.
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Se não se comportarem bem, lançaremos um segundo ataque”. Ele também fez advertências ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e considerou positiva a possibilidade de enviar uma missão semelhante à realizada na Venezuela.
Trump reiterou a oferta de enviar tropas para combater narcotraficantes ao presidente da Colômbia e descreveu a mandatária como “uma pessoa maravilhosa”, mas mencionou que ela demonstrava “medo dos cartéis”. Sobre o México, ele afirmou que ofereceu enviar tropas, proposta apresentada à presidente Claudia Sheinbaum, e a descreveu como “uma pessoa maravilhosa”, mas mencionou que ela demonstrava “medo dos cartéis”.
Ao comentar um eventual processo de transição na Venezuela, Trump respondeu: “Que nós estamos no comando”. Ele declarou que a líder opositora não teria respeito nem apoio suficientes para governar e que integrantes de seu gabinete, como o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o diretor da CIA John Ratcliffe, “governarão” a Venezuela por um período indefinido.
Trump descartou a realização de eleições em um futuro próximo no país, afirmando que o foco seria na reconstrução do país.
Trump comentou sobre a situação em Cuba, afirmando que o governo de Miguel Díaz-Canel está “pronto a cair” e que não acredita ser necessária “qualquer ação” por parte dos EUA na ilha. Ele declarou que Cuba não teria renda e dependia do petróleo venezuelano.
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