O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu seu discurso anual do Estado da União, um evento tradicional no qual o chefe do executivo norte-americano apresenta as principais prioridades do governo e destaca os avanços alcançados durante o período.
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A cerimônia, que durou 1 hora e 47 minutos, foi realizada no Congresso desde 1964, ano em que Trump estabeleceu o evento.
Tensão com o Irã e Ameaças Nucleares
Um dos pontos centrais do discurso foi a questão da tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Trump acusou o Irã de ser o “patrocinador número um de terrorismo”, afirmando que o país havia desenvolvido mísseis capazes de ameaçar a Europa e as bases militares americanas no exterior.
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O presidente expressou frustração com as negociações em andamento, ressaltando a ausência de garantias sobre o abandono de armas nucleares pelo Irã.
Venezuela e a Operação Militar
Donald Trump também abordou a situação na Venezuela, classificando o país como “amigo e parceira”. Ele mencionou o recebimento de mais de 80 milhões de barris de petróleo da Venezuela, em referência a uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas americanas em 3 de janeiro, que culminou na captura do então presidente Nicolás Maduro.
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A presidente interina Delcy Rodríguez tem adotado um tom de aproximação com o governo americano.
Tarifas e a Suprema Corte
O presidente também discutiu as tarifas impostas a outros países, citando a decisão da Suprema Corte dos EUA, que julgou contrária às medidas. A discussão ocorreu em frente a três juízes que votaram contra as tarifas, incluindo o presidente da Suprema Corte, John Roberts, e os juízes Elena Kagan, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett.
Voto por Correspondência e Imigrantes Irregulares
Em outro momento do discurso, Trump solicitou que os presentes no Capitólio levantassem as mãos se concordassem que o governo americano deve cuidar dos cidadãos do país e não de “imigrantes irregulares”. O presidente recebeu uma ovação de vários segundos, mas nenhum membro do Partido Democrata se manifestou.
Legislação para o Voto e a Delilah Coleman
Donald Trump também defendeu a aprovação de uma lei que obrigue os eleitores a apresentar documento de identificação para votar. O presidente enfatizou a necessidade de evitar “votos por correspondência fraudulentos”, exceto em casos específicos, como doença, invalidez, serviço militar ou viagens.
A legislação seria em homenagem a Delilah Coleman, uma jovem norte-americana que sobreviveu a um atropelamento em junho de 2024 e acompanhou o discurso do Capitólio com sua família.
