Trump aumenta tarifas de importação e retalia contra países! Nova medida entra em vigor em Washington. Investigações sobre o Brasil continuam.
A partir de 0h01 no horário de Washington (2h01 no horário de Brasília) desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, entrou em vigor um novo decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que estabelece sobretaxas em produtos importados.
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Essa medida surge como resposta imediata à decisão da Suprema Corte do país, que havia invalidado um tarifaço anterior, aprovado em abril de 2025.
O tribunal chegou a essa conclusão por 6 votos a 3. A decisão central é que o presidente não pode criar tarifas por conta própria sem a aprovação formal do Congresso. A Constituição dos EUA atribui ao Legislativo o poder de definir impostos e tarifas de importação.
O governo norte-americano agora deve implementar ações para suspender as tarifas.
Em sua plataforma Truth Social, o presidente Trump afirmou que não precisava da aprovação da casa, argumentando que as tarifas já haviam sido “aprovadas de diversas formas há muito tempo” e “reafirmadas recentemente” pela decisão da Suprema Corte.
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Inicialmente, as tarifas seriam de 10%, mas Trump decidiu elevá-las para 15%, justificando a medida como uma “retaliação” contra países que, segundo ele, estavam “explorando” os EUA, situação que se intensificou até o início de seu segundo mandato na Casa Branca.
Para concretizar a alta nas tarifas, o governo norte-americano invocou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação da taxa por até 150 dias. Após esse período, o Congresso deve votar para aprovar a continuidade da vigência da tarifa.
Apesar da derrubada do tarifaço, o governo dos EUA mantém a investigação ao Brasil sobre supostas práticas desleais de comércio. A investigação, aberta em julho do ano passado, baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA. Inicialmente, o presidente Trump enviou uma carta ao presidente (PT) informando sobre a taxa de 50% aplicada aos produtos brasileiros e a apuração sobre práticas comerciais do Brasil.
Em 5 de abril de 2025, Trump assinou a ordem executiva que estabelecia a tarifa inicial global de 10% sobre produtos importados. Inicialmente, a cobrança atingiu 184 países e territórios. Em 30 de julho, o presidente-norte americano aumentou as tarifas impostas ao Brasil para 50%, justificando o aumento por causa do que definiu como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente (PL).
Após aproximação com Lula, em novembro, o republicano anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% sobre 238 produtos agrícolas brasileiros. A lista incluía carne bovina, café, cacau, frutas como açaí e manga, raízes, tubérculos e fertilizantes.
Os itens, porém, não ficam totalmente isentos de taxação.
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