Bolsas Europeias Revertem Queda com Alívio nas Tensões Geopolíticas
As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira, 23, com uma performance majoritariamente positiva, revertendo as perdas registradas na abertura. O movimento foi impulsionado principalmente pelo alívio nas tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
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A manhã começou com um clima de aversão ao risco, refletido pela queda do índice pan-europeu Stoxx 600, que recuava 1,89%, aos 562,47 pontos.
A escalada da guerra no Oriente Médio e a troca de ameaças entre Washington e Teerã alimentavam a preocupação dos investidores. No entanto, a situação se alterou quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento de possíveis ataques a instalações energéticas iranianas por cinco dias, abrindo espaço para negociações diplomáticas.
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Apesar da posterior negação da informação pela agência estatal iraniana, o anúncio foi suficiente para reduzir o temor de uma escalada imediata do conflito.
Bolsas na Europa consolidam virada e fecham em alta. No fechamento, o Stoxx 600 avançou 0,63%, aos 576,87 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 1,22%, aos 22.653,86 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhou 0,79%, aos 7.726,20 pontos. A bolsa de Milão (FTSE MIB) também avançou 0,81%.
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A única exceção foi a bolsa de Londres (FTSE), que caiu 0,24%.
O alívio também foi impulsionado pela forte queda do petróleo, um indicador importante da situação. O Brent chegou a cair mais de 14% ao longo do dia, voltando a operar abaixo de US$ 100 o barril, devido à menor percepção de risco de interrupções no fornecimento.
A decisão de Trump reforçou a expectativa de que o presidente poderia adotar uma postura mais branda em momentos críticos, similar à dinâmica observada em Wall Street.
O movimento desta segunda-feira ocorre após uma semana negativa para os mercados europeus. Na última sexta-feira, o FTSE 100, de Londres, acumulava queda semanal de 3,56%, enquanto o DAX recuava 4,88% e o CAC 40 perdia 4,1%. Em Milão, a baixa foi de 2,97% no período, refletindo as tensões geopolíticas e o impacto da alta do petróleo sobre as expectativas de inflação.
