Trump e o Oriente Médio: Diálogos com Irã voltam ao Paquistão?

Trump sugere retomada de diálogos com o Irã no Paquistão! Israel e Líbano fecham acordo em Washington. Saiba mais!

15/04/2026 07:09

4 min

Trump e o Oriente Médio: Diálogos com Irã voltam ao Paquistão?
(Imagem de reprodução da internet).

Possíveis Retomadas de Diálogos no Oriente Médio

Donald Trump mencionou na terça-feira (14) a possibilidade de que as conversas com o Irã fossem retomadas no Paquistão ainda nesta semana. Essa perspectiva surgiu após Israel e Líbano chegarem a um acordo para realizar negociações diretas, após um encontro realizado em Washington.

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Em conversa com o New York Post, Trump afirmou em Islamabad que “deveria ficar lá, porque algo pode acontecer nos próximos dois dias”. Inicialmente, ele havia dito por telefone que era improvável o retorno dos diálogos ao Paquistão.

Mudança no Cenário das Negociações

Posteriormente, o mesmo veículo reportou que Trump ligou novamente para dizer que era “mais provável” o retorno a Islamabad, citando o “grande trabalho” realizado pelo chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. No último fim de semana, a primeira rodada de conversas, que contou com a presença do vice-presidente americano J.D.

Vance, não obteve sucesso.

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Dois altos funcionários paquistaneses informaram à AFP que Islamabad está trabalhando para que Washington e Teerã retomem os diálogos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também pleiteou na terça-feira a retomada de “negociações sérias”, enfatizando que “não há uma solução militar para a crise”.

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Acordos entre Israel e Líbano

Em outra frente de tensão, Israel e Líbano concordaram em iniciar negociações diretas após uma reunião que durou mais de duas horas em Washington. Um porta-voz do Departamento de Estado descreveu as discussões como “produtivas”, acrescentando que todas as partes concordaram em negociar em um local e momento mutuamente acordados.

Posicionamento dos Embaixadores

“Hoje descobrimos que estamos do mesmo lado”, declarou à imprensa o embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, indicando que os dois países estão “unidos” no desejo de “libertar o Líbano” do grupo islamista oró-Irã Hezbollah.

A embaixadora libanesa Nada Hamadeh Moawad classificou o encontro como “construtivo”, mas também ressaltou o pedido de um cessar-fogo e a importância da “plena soberania” do Líbano. Os dois países mantiveram um estado de guerra técnica por décadas.

Impactos Geopolíticos e no Mercado de Petróleo

O Líbano foi envolvido no conflito do Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah, aliado de Teerã, atacou Israel em resposta aos bombardeios israelenses e americanos contra o Irã, que iniciaram o conflito em 28 de fevereiro. As conversas desta terça-feira foram rejeitadas pelo Hezbollah, que lançou foguetes contra mais de dez localidades no norte de Israel no início da reunião.

Atualmente, as forças de Israel ocupam partes do sul do Líbano, e o governo israelense resiste a qualquer cessar-fogo até o desmantelamento do Hezbollah. Segundo autoridades libanesas, os ataques israelenses resultaram em mais de 2 mil mortes e deixaram pelo menos um milhão de deslocados.

Pressão sobre o Irã e o Petróleo

Com o foco no encontro entre Israel e o Líbano, Trump tentou pressionar Teerã bloqueando qualquer embarcação que passasse pela costa iraniana. O Centcom, comando militar americano para o Oriente Médio, confirmou que nenhum navio havia atravessado o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo.

Apesar da pressão, os preços do petróleo caíram. O barril WTI, referência americana, recuou 7,87%, para 91,28 dólares. O barril Brent, referência internacional, diminuiu 4,60%, atingindo 94,76 dólares. O comando militar iraniano classificou o bloqueio como pirataria, alertando que a segurança de seus portos estaria em risco.

Esforços Diplomáticos Internacionais

Analistas interpretam que Trump busca privar o Irã de recursos financeiros e, ao mesmo tempo, incentivar a China, maior compradora de petróleo iraniano, a pressionar Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz. O vice-presidente JD Vance relatou que Trump ofereceu ao Irã a prosperidade dos EUA caso o país se comprometesse a não possuir arma nuclear.

Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, reuniu-se em Pequim com Xi Jinping, pouco tempo após conversar com seu homólogo iraniano. Rússia e China manifestaram acordo em trabalhar juntas para reduzir tensões no Oriente Médio, e Moscou se ofereceu para gerir o urânio enriquecido do Irã.

Lavrov também mencionou que a Rússia poderia compensar o déficit energético da China devido à guerra no Oriente Médio, e informou que o presidente Vladimir Putin visitará a China no primeiro semestre do ano.

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