Operação dos EUA captura Nicolás Maduro: celebrações e protestos em Brasília, São Paulo e outras cidades. Movimentos sociais se manifestam contra a ação.
Após a operação militar liderada pelos Estados Unidos que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro, manifestações e celebrações foram registradas em diversas cidades do Brasil e do mundo. O Movimento Venezuela Livre organizou um ato em Brasília (DF) no domingo (4.jan.2026), reunindo cerca de 30 exilados venezuelanos que comemoraram a deposição de Maduro, carregando bandeiras do país.
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O evento foi registrado por Sérgio Lima/Poder360.
Em São Paulo (SP), também no domingo (4.jan), ocorreu um ato em repúdio à operação norte-americana, com cartazes que diziam “Fora Trump da Venezuela”. A manifestação, convocada por integrantes do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outros movimentos sociais e sindicais, reuniu centenas de pessoas na Avenida Paulista.
A manifestação foi documentada por Reprodução/X @herqles_es e Reprodução/X @LUTAFOB.
A previsão é que atos semelhantes sejam realizados em outras cidades, incluindo São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), sob o mote “Contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano”.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou a operação militar no sábado (3.jan), através de seu perfil na rede Truth Social, com o objetivo de capturar Maduro e a esposa dele. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan).
A operação, realizada na madrugada de sábado (3.jan), envolveu ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Houve questionamentos sobre a falta de aprovação do Congresso dos EUA para a operação.
O secretário de Estado, John Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. Um oficial norte-americano afirmou que não houve baixas entre militares dos EUA, sem comentar sobre eventuais mortes venezuelanas.
Inicialmente, o presidente Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida, concentrando-se na exploração e venda do petróleo venezuelano. A vice-presidente, Delcy Rodríguez, manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA, após conversar com Rubio.
A líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, foi vista com ceticismo por Trump, que disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. A vice-presidente Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país, expressando abertura para uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
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