Wall Street critica Trump: Fraser, Moynihan e Dimon alertam sobre “desastre econômico” após proposta de corte em taxas de juros.
Durante a era Trump, os principais banqueiros de Wall Street adotaram uma postura de cautela ao abordar o presidente e suas políticas. O consenso predominante era manter-se afastado, evitando se tornar alvo de críticas ou confrontos. No entanto, uma proposta específica de Trump, relacionada à redução das taxas de juros dos cartões de crédito, desencadeou uma mudança significativa no clima entre a elite financeira americana e o governo.
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A proposta de Trump, que visava diminuir pela metade as taxas de juros dos cartões de crédito, gerou críticas públicas e energéticas por parte dos executivos de Wall Street. Jane Fraser, CEO do Citigroup, e Brian Moynihan, CEO do Bank of America, foram entre os líderes que expressaram sua oposição à medida, classificando-a como um “desastre econômico”.
Essas manifestações públicas, lideradas por figuras proeminentes como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, romperam um acordo não oficial, mas constante, entre a corporação e o governo.
A tensão entre Donald Trump e Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, remonta a 2018, quando Dimon afirmou que poderia “vencer Trump” em uma disputa presidencial. Trump respondeu publicamente, criticando a habilidade de oratória de Dimon. Ao longo do segundo mandato de Trump, a relação entre os dois homens se manteve conturbada, com Dimon adotando uma postura mais moderada em suas críticas.
Após a divulgação de que Trump planejava processar o JPMorgan Chase, a situação se intensificou. Trump acusou o banco de “descreditar” sua conta após o ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021. Essas declarações públicas e a ameaça de processo geraram ainda mais preocupação entre os líderes financeiros, que temiam as possíveis consequências de uma ação judicial contra o banco.
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As críticas públicas de Wall Street à proposta de Trump e suas políticas geraram preocupações sobre a estabilidade econômica e o ambiente de negócios. A incerteza em torno das ações do governo e a possibilidade de retaliações financeiras contribuíram para um clima de apreensão entre os líderes do setor financeiro.
A relação conturbada entre Trump e Dimon, marcada por provocações e ameaças, intensificou ainda mais essa situação.
A experiência de Wall Street durante a era Trump demonstrou a importância da independência do setor financeiro e a necessidade de proteger o ambiente de negócios contra interferências políticas. As críticas públicas e as tensões entre o governo e os líderes corporativos revelaram a complexidade das relações entre o poder político e a economia, e a importância de manter um equilíbrio entre ambos.
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