Tensão entre EUA e Irã Domina Almoço Pré-Discurso de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações nesta terça-feira (24) durante um almoço com jornalistas e correspondentes, antecedendo seu discurso sobre o Estado da União. Em grande parte do encontro, que ocorreu em caráter confidencial, Trump afirmou que o Irã demonstra um interesse maior em um acordo do que os Estados Unidos.
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No entanto, o presidente se mostrou relutante em admitir explicitamente que o Irã não tem a intenção de construir armas nucleares.
Trump também prognosticou que os Estados Unidos experimentarão os três anos de melhor desempenho econômico em sua história. O discurso sobre o Estado da União, que também ocorrerá nesta terça-feira, deverá focar na economia, com a defesa de novos cortes de impostos para empresas e cidadãos, além do anúncio formal de acordos com grandes empresas de inteligência artificial e tecnologia para que assumam parte dos custos de eletricidade de seus data centers, conforme divulgado por autoridades.
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A Tensão Irã-EUA Persiste
A questão da negociação de um novo acordo nuclear com o Irã continua sendo um ponto central de tensão. Trump reiterou o desejo de que o país esteja disposto a negociar um acordo que seja “justo para todas as partes”. A declaração ocorreu em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o Irã, especialmente após a instabilidade política e social no país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, enfatizou que as conversas só ocorrerão se os Estados Unidos abandonarem a ameaça de coerção. Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território iraniano, incluindo o espaço aéreo e as águas territoriais.
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Protestos e Alerta Militar no Irã
A escalada da tensão entre EUA e Irã se intensificou com a recente instabilidade no Irã. Manifestações populares, impulsionadas pela inflação, eclodiram em diversas cidades, desafiando o regime. Trump, em repetidas ocasiões, alertou que utilizaria “força total” caso as autoridades iranianas reprimissem violentamente os protestos, indicando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país, segundo relatos de grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, classificou qualquer ataque dos Estados Unidos como o “início de uma guerra”. A situação permanece delicada, com o Irã demonstrando uma postura firme e a ameaça de retaliação em caso de agressão.
