Trump e investidores buscam lucro na intervenção na Venezuela – Análise

Intervenção EUA na Venezuela: busca por lucro e críticas. Trump justifica ação na Venezuela com potencial de negócios e compara com Iraque. Apostador lucra US$ 400 mil em aposta

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela pode ser analisada sob a perspectiva da busca por oportunidades de lucro. Segundo o próprio presidente Donald Trump, o governo é guiado pela percepção de que há um potencial de negócios a ser explorado.

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Críticos consideram essa abordagem como uma simples “pilhagem”. A situação do setor petrolífero venezuelano, que por muito tempo operou com baixa produção em comparação com seu potencial, foi um fator central nessa dinâmica.

O Caso do Iraque

Trump justificou a intervenção na Venezuela com uma comparação com a invasão do Iraque em 2003, argumentando que o então presidente George W. Bush não se beneficiou do petróleo. Essa comparação gerou críticas, com especialistas questionando a motivação por trás da ação.

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A produção de petróleo na Venezuela levaria mais de 10 anos para ser viável, segundo especialistas, o que demonstra a complexidade da situação.

Investimentos e Lucros

A intervenção não se restringe apenas à justificativa política. A busca por ativos com potencial de lucro é evidente. Um trader, utilizando a plataforma Polymarket, apostou US$ 32 mil na remoção de Maduro até o final de janeiro, obtendo um lucro de US$ 400 mil.

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A identidade do trader é desconhecida, mas ele possuía informações privilegiadas.

A Elliott Investment Management, um fundo de hedge especializado em ativos em dificuldades, também investiu US$ 5 milhões na campanha de reeleição de Trump e venceu a disputa pela Citgo, refinaria de petróleo pertencente à empresa estatal venezuelana.

A aquisição da Citgo, que Maduro se opôs, pode gerar lucros significativos para a Elliott, considerando que analistas estimavam o valor dos ativos em dobro.

Riscos e Críticas

Apesar da aparente oportunidade de lucro, a intervenção na Venezuela apresenta riscos. O petróleo venezuelano é de qualidade inferior, tornando a extração e o refinamento caros. Além disso, a “diplomacia das canhoneiras”, combinada com a falta de consideração por salvaguardas, é vista como perigosa por especialistas.

Até o momento, os maiores benefícios parecem estar limitados a um fundo de hedge e um apostador. A contribuição para os interesses dos americanos comuns, em termos de fornecimento de petróleo, ainda está distante.

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