Trump descarta eleições na Venezuela; EUA intervem militarmente com atuação de Trump e Maduro é capturado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou que a possibilidade de realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias foi descartada. A declaração foi feita nesta segunda-feira (5.jan.2026), dois dias após a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e sua esposa, Cilia Flores.
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Trump afirmou que seu país “não está em guerra” com a nação sul-americana. A intervenção militar foi apresentada por Washington como uma ação para neutralizar redes criminosas e responder a acusações de narcoterrorismo contra Maduro, conforme informações divulgadas pela emissora norte-americana.
A invasão ocorreu na madrugada do sábado (3.jan.2026), quando forças especiais dos EUA capturaram Maduro e Flores. A operação incluiu bombardeios em Caracas e nos Estados de Miranda, La Guaira e Aragua, afetando sistemas de energia e instalações militares.
Trump anunciou que um grupo de autoridades estadunidenses supervisionará o governo venezuelano durante o período de transição, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o vice-presidente JD Vance.
Trump enfatizou: “A palavra final será minha”.
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O republicano sinalizou que uma nova incursão militar na Venezuela permanece como possibilidade caso (MSV, esquerda) deixe de cooperar com as autoridades norte-americanas ou “não se comporte”. Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira (5.jan).
Apesar da advertência, o presidente afirmou não acreditar que uma segunda ofensiva será necessária. “Já prevíamos isso”, declarou. Trump anunciou no sábado (3.jan), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou e sua mulher, .
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que o presidente dos EUA ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Também houve ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeiros, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos. Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do da (Organização das Nações Unidas).
Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso norte-americano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3.jan), Trump disse a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, conforme rege a Constituição da Venezuela. Durante seu juramento, na Assembleia Nacional, Rodríguez declarou assumir o cargo com “dor, mas com honra”.
Horas depois, Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continuava sendo o presidente legítimo do país. Na ocasião, Rodríguez também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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